Pacheco descarta candidatura ao governo de Minas

Senador afirma que encerrou seu ciclo na vida pública, rejeita especulações sobre o STF e abre espaço para novas articulações na disputa mineira de 2026

Pacheco descarta candidatura ao governo de Minas

O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) voltou a descartar qualquer participação na disputa pelo Governo de Minas Gerais em 2026 e afirmou que pretende encerrar sua trajetória política ao final do atual mandato. A declaração, feita durante evento realizado em São Paulo nesta sexta-feira, encerra meses de especulações sobre uma possível candidatura ao Palácio Tiradentes e também afasta rumores sobre uma eventual indicação ao Supremo Tribunal Federal.

Ao reafirmar sua decisão, Pacheco disse que considera concluída sua passagem pela vida pública após mais de uma década de atuação em cargos eletivos e posições de destaque no Congresso Nacional. O parlamentar ressaltou que não pretende disputar novas eleições nem buscar espaço em tribunais superiores, afirmando que sua decisão foi amadurecida ao longo dos últimos anos.

A desistência tem impacto direto no tabuleiro político mineiro. Nos bastidores, diferentes grupos vinham tratando o nome do senador como uma das alternativas mais competitivas para a sucessão estadual, especialmente diante da dificuldade de construção de candidaturas de consenso entre as forças que apoiam o governo federal.

Com a saída definitiva de Pacheco do cenário eleitoral, cresce a movimentação em torno de outros nomes para a disputa em Minas Gerais. Entre os quadros lembrados pelo próprio senador estão o empresário Josué Gomes da Silva, o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares e a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos.

A decisão também obriga aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a redefinir sua estratégia no segundo maior colégio eleitoral do país. A expectativa é que as negociações para a formação de um palanque competitivo sejam intensificadas nas próximas semanas, diante da necessidade de organizar a disputa estadual e ampliar a presença do campo governista em Minas.

Durante a conversa com jornalistas, Pacheco também rejeitou qualquer possibilidade de ser indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, o assunto está encerrado e nunca fez parte de seus planos futuros. O senador ainda negou participação em articulações relacionadas à sucessão na Corte.

Ao comentar sua relação com Lula, o parlamentar destacou que mantém diálogo respeitoso com o presidente e afirmou acreditar que sua decisão pessoal será compreendida pelo Palácio do Planalto.

A saída de Rodrigo Pacheco da corrida eleitoral representa mais um movimento de reorganização do cenário político mineiro para 2026. Sem um dos nomes mais cogitados para a disputa, o processo de definição das candidaturas entra em uma nova fase, marcada pela busca de alternativas capazes de ocupar o espaço deixado pelo ex-presidente do Senado.