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Política

Kassab defende voto distrital misto e fim das emendas parlamentares

Por Brasil no Centro Publicado em 2 de junho de 2026 às 13:29 2 min de leitura
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Kassab defende voto distrital misto e fim das emendas parlamentares

Durante o Fórum de Lisboa nesta segunda-feira (1º), o presidente do PSD, Gilberto Kassab, defendeu a adoção do voto distrital misto e reforçou a importância da transparência nas ações dos três Poderes como forma de aproximar a sociedade da política. O dirigente ressaltou também a necessidade de revisar o pacto federativo e criticou o atual modelo de emendas parlamentares, apontando que a estrutura vigente dificulta o planejamento e gera desperdícios.

Kassab garantiu apoio à pré-candidatura presidencial de Ronaldo Caiado (PSD-GO), destacando que a prioridade do partido é fortalecer a candidatura do ex-governador de Goiás. Questionado sobre negociações com outras forças políticas, ele deixou claro que sua ponte é com o eleitorado e que o foco permanece na candidatura própria. “É com o eleitor que estamos construindo o caminho, e isso passa pelo fortalecimento de Ronaldo Caiado como nosso representante na disputa presidencial”, afirmou.

O presidente do PSD aproveitou o painel sobre pacto federativo para propor mudanças estruturais, defendendo que o voto distrital misto, inspirado em modelos sugeridos por especialistas como Delfim Netto, traria maior representatividade e reduziria distorções atuais. Kassab também destacou a importância de tornar pública a atuação de todas as esferas do governo, afirmando que a transparência permitiria à população compreender melhor decisões e debates, gerando maior confiança nas instituições.

Em relação às emendas parlamentares, Kassab criticou o modelo atual, citando São Paulo como exemplo de gestão com alto volume de recursos sem coordenação federal. Ele apontou que a revisão dessas ferramentas é necessária para tornar os investimentos mais estratégicos e eficientes. “Do jeito que está, não dá. Precisamos de mais planejamento e controle”, disse. A ex-senadora Kátia Abreu, participante do mesmo painel, concordou que a polarização política tem dificultado reformas institucionais, mas reforçou a necessidade de ajustes no sistema de emendas.