
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta terça-feira (2) ter solicitado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), que não aplique a tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. O anúncio da medida foi feito pelo governo norte-americano após uma investigação comercial contra o Brasil, conduzida pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA).
Em entrevista à rádio Itatiaia, Flávio disse que defendeu interesses do agro, do Pix e do setor de etanol, pedindo que os EUA não prejudicassem empresas brasileiras. “Eu pedi expressamente ‘não taxem as empresas brasileiras’. Em 2027 vocês terão um governo que vai colaborar com vocês. Vamos sentar de igual para igual”, afirmou o senador.
A fala ocorreu logo após visita de Flávio à Casa Branca, na semana passada, quando o congressista tratou de uma série de temas ligados ao comércio bilateral. Ele afirmou que discutiu tarifas, propriedade intelectual, combate à corrupção e acesso ao mercado de etanol. Segundo ele, a proposta norte-americana ainda passará por consulta pública, com prazo para comentários até 1º de julho, e audiência marcada para 6 de julho de 2026.
O senador também disse ter solicitado a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) na lista de organizações classificadas como terroristas pelos EUA, decisão anunciada dias depois do encontro. Entretanto, o governo americano negou que a reunião tenha influenciado a classificação.
Flávio afirmou que a tarifa proposta entraria em vigor apenas a partir de julho e destacou que ainda haveria tempo para negociações do governo brasileiro liderado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Pelo que eu entendi, é uma sugestão ainda, entraria em vigor a partir de julho. Lula tem mais esse tempo para ir lá e negociar, para defender as empresas brasileiras, valorizar o nosso agro”, declarou.