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Líder do governo Lula recebeu R$ 6 milhões em propina de Vorcaro, diz PF

Por Brasil no Centro Publicado em 18 de junho de 2026 às 13:17 2 min de leitura
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Líder do governo Lula recebeu R$ 6 milhões em propina de Vorcaro, diz PF

A Polícia Federal avançou nesta quinta-feira na investigação da Operação Compliance Zero e colocou no centro do inquérito o senador Jaques Wagner (PT-BA), atual líder do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado. A apuração envolve suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master e possíveis vantagens indevidas recebidas por agentes políticos e empresariais ligados ao caso.

Segundo os investigadores, há indícios de que Jaques Wagner (PT-BA) teria sido beneficiado com um imóvel avaliado em aproximadamente R$ 2,5 milhões e repasses financeiros que, somados, alcançariam cerca de R$ 3,5 milhões. Os valores, de acordo com a PF, teriam sido movimentados por meio de estruturas empresariais associadas a pessoas próximas ao parlamentar, com o objetivo de ocultar a origem dos recursos.

A investigação aponta ainda que esses repasses estariam ligados a um contexto mais amplo de supostas articulações envolvendo o Banco Master e interesses regulatórios no setor financeiro. A Polícia Federal investiga se o senador teria participado de discussões políticas que poderiam favorecer a instituição em pautas no Congresso Nacional.

Os investigadores também analisam a atuação de ex-executivos e empresários ligados ao banco, entre eles nomes que já foram alvo de fases anteriores da operação. A suspeita é de que decisões legislativas e articulações institucionais possam ter sido influenciadas por interesses privados, especialmente em temas como crédito consignado e regras do sistema financeiro.

Ao todo, a nova fase da operação cumpriu mandados de busca e apreensão em diferentes estados, incluindo Bahia, São Paulo e Distrito Federal, com autorização do Supremo Tribunal Federal. Além disso, foram determinadas medidas cautelares como restrição de contato entre investigados, suspensão de passaportes e monitoramento eletrônico em alguns casos.

A defesa dos citados nega irregularidades e afirma que todos os procedimentos ocorreram dentro da legalidade, sustentando que não há comprovação de atos ilícitos. Já a Polícia Federal mantém a análise de documentos, quebras de sigilo e movimentações financeiras para aprofundar o rastreamento dos valores investigados.

O caso segue em andamento sob supervisão do STF e pode ter novos desdobramentos conforme o avanço das diligências e a análise do material apreendido.