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Bancada do PT abandona Wagner e já debate substituto na liderança do governo

Por Brasil no Centro Publicado em 24 de junho de 2026 às 15:59 2 min de leitura
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Bancada do PT abandona Wagner e já debate substituto na liderança do governo

A bancada do PT no Senado já discute a substituição do senador Jaques Wagner (PT-BA) na liderança do governo, em meio a um ambiente de crescente pressão interna e desgaste político provocado por recentes episódios envolvendo investigações e articulações no Congresso.

O movimento ganhou força dentro do próprio partido e, segundo interlocutores do Planalto, já não é tratado como improvável. A avaliação é de que a permanência de Wagner pode ampliar o desgaste político do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialmente em um momento de forte sensibilidade institucional e atenção voltada ao cenário eleitoral de 2026.

Nos bastidores, auxiliares próximos ao governo avaliam que a mudança também seria uma forma de reduzir o impacto político das investigações relacionadas ao Banco Master, que passaram a circular no debate público e elevaram a tensão entre aliados. Há ainda a preocupação de que a crise enfraqueça o discurso governista em embates com a oposição no Senado.

Entre os nomes citados como possíveis substitutos estão os senadores Camilo Santana (PT-CE) e Teresa Leitão (PT-PE), que passaram a ser avaliados por lideranças petistas como alternativas viáveis para reorganizar a articulação política na Casa.

A movimentação ocorre em meio a uma reavaliação mais ampla da estratégia do governo no Senado, onde o desempenho da base tem sido considerado instável em votações recentes. Integrantes do partido defendem uma mudança que fortaleça a interlocução com a presidência da Casa e reduza ruídos internos na condução da agenda legislativa.

Jaques Wagner, por sua vez, resiste à saída e conta com sua proximidade histórica com Lula como um dos principais fatores de sustentação política. O senador é visto como uma das figuras mais tradicionais do núcleo político do presidente, o que torna a decisão sensível dentro do Palácio do Planalto.

A possível troca, no entanto, ainda não foi definida. A expectativa entre lideranças do PT é de que as próximas reuniões internas e conversas com o governo possam indicar um desfecho nos próximos dias, diante da pressão crescente por uma reorganização da liderança governista no Senado.