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Zema e Renan Santos degladiam pelos votos dos liberais e pelo futuro de Novo e Missão

Por Brasil no Centro Publicado em 14 de julho de 2026 às 13:52 3 min de leitura
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Zema e Renan Santos degladiam pelos votos dos liberais e pelo futuro de Novo e Missão

A disputa entre dois nomes que buscam ocupar o espaço liberal na política brasileira ganhou força com a aproximação das eleições de 2026. De um lado, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), tenta consolidar sua imagem como representante de uma direita liberal com experiência administrativa. Do outro, Renan Santos (Missão) aposta em uma candidatura de ruptura, baseada no discurso antissistema e na mobilização digital de sua militância.

Apesar de aparecerem distantes dos líderes das pesquisas nacionais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), os dois pré-candidatos cumprem um papel estratégico para seus partidos: disputar um eleitorado que busca uma alternativa fora da polarização entre os dois principais campos políticos.

Nos bastidores, integrantes das duas legendas avaliam que Novo e Missão disputam praticamente o mesmo espaço eleitoral. A corrida não envolve apenas uma vaga na disputa presidencial, mas também a tentativa de fortalecer bancadas no Congresso e garantir a sobrevivência partidária diante das exigências da cláusula de desempenho.

A candidatura de Zema representa a continuidade de uma trajetória construída pelo Novo desde sua criação, com foco em pautas econômicas liberais e defesa de uma gestão pública mais eficiente. O partido também aposta na experiência do governador mineiro, que administra o segundo maior colégio eleitoral do país, além de uma estrutura partidária mais consolidada.

O Missão, por sua vez, busca ocupar o espaço que no passado foi explorado por movimentos liberais que ganharam força nas redes sociais. A legenda aposta na mobilização de uma militância mais organizada no ambiente digital e em um discurso de enfrentamento simultâneo ao governo Lula e ao campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Esse posicionamento mais crítico ao bolsonarismo também passou a aparecer no discurso de Zema. O governador mineiro aumentou o tom contra Flávio Bolsonaro após episódios envolvendo a pré-campanha presidencial do senador, em um movimento interpretado como uma tentativa de preservar seu espaço entre eleitores de direita que não se identificam com a polarização.

A movimentação abriu uma nova disputa dentro do campo conservador. Enquanto Zema tenta apresentar experiência de governo e capacidade administrativa como diferenciais, Renan Santos busca fortalecer a imagem de renovação política e de oposição ao que chama de sistema tradicional.

A estratégia do Missão recupera parte do discurso que marcou o início da trajetória do Novo, quando a legenda surgiu defendendo uma ruptura com práticas tradicionais da política brasileira. Ao longo dos anos, porém, o Novo ampliou alianças e passou a dialogar com diferentes setores da direita, inclusive com eleitores identificados com o bolsonarismo.

Agora, as duas forças tentam conquistar um eleitorado que pode ganhar relevância no cenário político dos próximos anos. A eleição de 2026 se tornou uma etapa decisiva para definir quem terá maior capacidade de representar esse segmento e qual projeto conseguirá avançar para além da atual divisão entre lulismo e bolsonarismo.