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Economia

Dívida do Brasil dispara e é a 2ª que mais sobe no G20, aponta levantamento do PSDB

Por Brasil no Centro Publicado em 17 de julho de 2026 às 14:45 3 min de leitura
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Dívida do Brasil dispara e é a 2ª que mais sobe no G20, aponta levantamento do PSDB

O Brasil deve registrar a segunda maior alta da dívida pública entre os países do G20 ao término de 2026, ficando atrás apenas da China, conforme levantamento do Farol da Oposição, instituto de análise econômica e políticas públicas vinculado ao PSDB. Segundo os dados, a dívida brasileira deve encerrar o ano em 96,5% do Produto Interno Bruto (PIB), um salto de 12,6 pontos percentuais desde 2022, quando estava em 83,9% do PIB.

O estudo, baseado em informações do Fundo Monetário Internacional (FMI) de 2022 a 2025, aponta que o Brasil ocupa o 19º lugar no ranking das economias que mais elevaram suas dívidas no período, e o 22º no total de endividamento global. Entre países de porte significativo, apenas Finlândia, Polônia, China e Brasil registraram aumentos expressivos em termos absolutos, evidenciando que a escalada da dívida não é um fenômeno isolado, mas concentra riscos em economias relevantes.

O Farol da Oposição alerta para a gravidade da situação fiscal brasileira, comparando o aumento da dívida atual ao crescimento acelerado observado durante o segundo mandato de Dilma Rousseff. “Entre 2015 e 2016, a dívida bruta subiu de 61,6% para 77,4% do PIB, resultando na maior recessão da história do país”, aponta o levantamento. Segundo o instituto, os próximos anos podem repetir esse ciclo se não houver medidas estruturais de controle de gastos e modernização da gestão fiscal.

O levantamento do PSDB também destaca que o crescimento do endividamento se dá em meio a políticas de expansão do gasto público e fraca contenção de despesas obrigatórias. A combinação do aumento das obrigações da União e do ritmo de pagamento de juros sobre títulos públicos tem pressionado o equilíbrio das contas, limitando a capacidade de investimento do governo federal e impactando diretamente setores estratégicos como saúde, educação e infraestrutura.

Além de evidenciar riscos internos, o estudo faz comparações internacionais. A China lidera o aumento de endividamento, com acréscimo de 29,6 pontos percentuais em quatro anos, mas, em termos absolutos, o salto brasileiro é considerado preocupante devido à sua relação direta com a capacidade de investimento do Estado e a vulnerabilidade do país frente a crises externas. A projeção do FMI indica que, sem ajustes fiscais, a dívida brasileira pode chegar a 105,5% do PIB nos próximos quatro anos, mantendo o Brasil entre os países mais endividados do mundo.

O Farol da Oposição conclui que o cenário atual exige um compromisso firme com responsabilidade fiscal, planejamento estratégico e transparência na gestão dos recursos públicos. O instituto ressalta ainda que a consolidação do endividamento em patamares elevados pode comprometer a credibilidade do país junto a investidores internacionais e pressionar ainda mais a inflação e os custos de financiamento do governo.