
O Nubank anunciou a aquisição integral do Banco Porto Real de Investimentos, operação que visa consolidar sua licença bancária no Brasil e permitir a continuidade do uso do termo “bank” na marca da fintech. O negócio, anunciado em 20 de julho de 2026, ainda depende de aprovação do Banco Central (BC) para se efetivar.
A compra surge no contexto de adaptação da empresa às novas regras do BC, que em 2025 determinou que instituições financeiras sem autorização bancária não poderiam usar expressões que sugerissem atividades para as quais não possuem licença. O prazo para adequação da fintech termina em novembro deste ano.
Com a conclusão da operação, o Nubank integrará a licença bancária do Banco Porto Real ao seu conglomerado, somando-se às autorizações já existentes para atuar como instituição de pagamento, financeira e corretora de valores. A empresa garante que a transação não exigirá aporte adicional de capital e não afetará os clientes, que continuarão utilizando os mesmos produtos e serviços pelo aplicativo.
“O Brasil é onde o Nubank nasceu, cresceu e demonstrou que serviços financeiros mais justos e simples são possíveis em escala. Treze anos depois, segue sendo nosso principal foco”, declarou David Vélez, fundador e CEO global da empresa. Livia Chanes, CEO do Nubank para Brasil e América Latina, destacou que a estratégia de expansão baseada em inovação será mantida. “Seguimos comprometidos em aprofundar nossa relação com cada cliente, oferecendo mais soluções com a mesma simplicidade que sempre nos definiu”, afirmou.
A operação reforça a presença do Nubank no mercado brasileiro. Em março, a fintech entrou na Federação Brasileira de Bancos (Febraban) após se tornar a maior instituição financeira privada do país em número de clientes, atualmente superior a 115 milhões. A companhia ainda anunciou investimentos de R$ 45 bilhões no Brasil ao longo de 2026.