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Com Cleitinho indefinido, Marcelo Aro vira opção para unificar a direita em Minas com PL, Republicanos, PP e União Brasil

Por Brasil no Centro Publicado em 28 de julho de 2026 às 18:26 3 min de leitura
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Com Cleitinho indefinido, Marcelo Aro vira opção para unificar a direita em Minas com PL, Republicanos, PP e União Brasil

A indefinição do senador Cleitinho (Republicanos-MG) sobre uma candidatura ao governo de Minas Gerais abriu espaço para novas articulações no campo da direita no estado. Nos bastidores, o ex-deputado federal Marcelo Aro (PP-MG) passou a ser considerado uma alternativa para reunir diferentes partidos em torno de uma candidatura ao Palácio Tiradentes.

Cleitinho, que aparece bem posicionado nas pesquisas de intenção de voto para o governo mineiro, sinalizou ao PL que não pretende, neste momento, disputar a eleição estadual. A decisão ocorre após o senador interromper agendas públicas em razão da morte do irmão, Matheus Azevedo, vítima de leucemia.

O parlamentar também não participou da convenção estadual do Republicanos realizada no último sábado (25), evento que poderia oficializar sua candidatura ao governo de Minas.

Com a possível ausência de Cleitinho, lideranças nacionais do PL passaram a buscar alternativas para formar um palanque competitivo no estado para a disputa presidencial. O partido avalia que Minas Gerais terá papel estratégico na eleição de 2026 por ser um dos maiores colégios eleitorais do país.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho, passaram a analisar novos nomes para representar o grupo no estado.

Entre as alternativas avaliadas anteriormente estavam o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli (PL) e o empresário Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). No entanto, a dificuldade de consolidação dessas candidaturas fez crescer a possibilidade de apoio a Marcelo Aro.

Ex-deputado federal e ex-secretário do governo de Romeu Zema (Novo), Aro já articulava uma candidatura própria ao governo estadual. Inicialmente, o político pretendia disputar uma vaga no Senado pela chapa de Mateus Simões (PSD), mas a chegada do senador Carlos Viana ao PSD alterou o cenário e fortaleceu a possibilidade de uma candidatura ao Executivo mineiro.

Interlocutores afirmam que uma eventual aliança envolvendo PP, PL, Republicanos e União Brasil poderia ampliar significativamente a estrutura eleitoral de Aro, reunindo partidos com forte presença municipal e maior tempo de propaganda no rádio e na televisão.

A articulação também é vista por aliados de Flávio Bolsonaro como uma possibilidade de fortalecer o palanque presidencial em Minas Gerais e tentar aproximar partidos que ainda discutem seus posicionamentos nacionais para a eleição de 2026.

Outro movimento em avaliação seria a indicação do deputado estadual Eduardo Azevedo (PL-MG), irmão de Cleitinho, para compor uma eventual chapa como candidato a vice-governador.

O cenário, porém, ainda depende das decisões finais dos partidos e das definições sobre alianças estaduais, que devem avançar com a proximidade das convenções eleitorais.