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Mendonça cobra preservação da independência da PF em reunião com ministro da Justiça para conter crise institucional

Por Brasil no Centro Publicado em 6 de agosto de 2026 às 16:53 2 min de leitura
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Mendonça cobra preservação da independência da PF em reunião com ministro da Justiça para conter crise institucional

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça se reuniu nesta quinta-feira (6) com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, em uma tentativa de reduzir o desgaste envolvendo o gabinete do magistrado e a direção da Polícia Federal. O encontro também contou com a participação do advogado-geral da União, Jorge Messias, responsável por articular a conversa entre os representantes dos diferentes órgãos.

Durante a reunião, Mendonça manifestou preocupação com a necessidade de garantir a independência técnica da Polícia Federal na condução das investigações sob responsabilidade da corporação. Segundo informações obtidas pela reportagem, o ministro da Justiça afirmou que a autonomia dos investigadores será preservada e que não haverá interferência política nos trabalhos da PF.

A conversa ocorreu em meio ao aumento da tensão entre o gabinete de Mendonça e a cúpula da Polícia Federal durante o andamento das apurações relacionadas às suspeitas de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Nas últimas semanas, o ministro do STF determinou que a Polícia Federal apresentasse integralmente documentos e informações produzidos no âmbito das investigações, além de estabelecer que eventuais mudanças na equipe responsável pelo caso fossem comunicadas previamente ao seu gabinete.

As medidas provocaram reação entre integrantes da corporação, que passaram a defender a necessidade de preservar a autonomia administrativa e operacional da instituição, evitando qualquer interferência que pudesse comprometer o andamento dos trabalhos investigativos.

O episódio ganhou novos contornos com a ampliação das apurações relacionadas ao caso do INSS, que passou a envolver diferentes nomes e núcleos investigados. Entre eles está Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), citado em investigações conduzidas pela Polícia Federal.

A articulação de Jorge Messias foi considerada fundamental para aproximar os envolvidos e abrir espaço para um diálogo institucional entre o Supremo, o Ministério da Justiça e a Polícia Federal. A expectativa é que o entendimento ajude a evitar novos atritos e preserve a continuidade das investigações dentro dos limites legais e constitucionais.