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PF apreende sete armas de Mario Frias durante Operação Make Up

Por Brasil no Centro Publicado em 10 de setembro de 2026 às 13:50 3 min de leitura
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PF apreende sete armas de Mario Frias durante Operação Make Up

A Polícia Federal apreendeu nesta quinta-feira (10) sete armas de fogo registradas em nome do deputado federal Mario Frias (PL-SP) durante o cumprimento de mandados da Operação Make Up, que investiga suspeitas de irregularidades envolvendo recursos públicos destinados por meio de emendas parlamentares.

As armas foram localizadas em um endereço diferente daquele informado pelo parlamentar nos registros oficiais. A circunstância será analisada pelos investigadores para verificar se houve eventual irregularidade relacionada à posse dos armamentos.

Mario Frias está entre os alvos da operação, que também alcança pessoas ligadas à produção de “Dark Horse”, filme inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ocorre em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.

A partir da apreensão, a Polícia Federal deverá verificar a situação documental dos armamentos e se há elementos que possam caracterizar eventual posse irregular de arma de fogo. A investigação ainda está em andamento e não representa, por si só, conclusão sobre responsabilidade criminal do deputado.

A Operação Make Up apura suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares que teriam sido repassados a uma organização da sociedade civil. Segundo a Polícia Federal, os investigadores identificaram indícios de uma estrutura envolvendo agentes públicos e privados, com suspeitas de direcionamento de valores para empresas subcontratadas sem comprovação adequada da execução dos serviços.

Os investigadores também apontam movimentações financeiras de centenas de milhões de reais entre empresas relacionadas ao caso. A apuração envolve suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes relacionados a licitações.

O nome de Mario Frias entrou no caso em razão de uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões destinada ao Instituto Conhecer Brasil, entidade relacionada à produção de “Dark Horse”. O deputado, que foi secretário especial da Cultura durante o governo Bolsonaro e participa da produção do longa, já negou irregularidades na aplicação dos recursos.

O filme é alvo de duas investigações distintas no Supremo. Uma delas, sob relatoria de Flávio Dino, concentra-se na utilização de emendas parlamentares e de recursos públicos relacionados à produção. A outra, conduzida pelo ministro André Mendonça, examina repasses atribuídos ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, para o projeto cinematográfico.

A Operação Make Up também envolve Karina Gama, apontada como responsável pela produtora GoUp Entertainment, ligada à produção do filme. Ao todo, foram expedidos 49 mandados de busca e apreensão. As diligências buscam reunir documentos, equipamentos e outros elementos que possam esclarecer a origem e o destino dos recursos investigados.

A apuração ocorre em meio a uma série de investigações sobre o uso de dinheiro público por meio de emendas parlamentares, mecanismo que voltou ao centro do debate sobre transparência e fiscalização dos recursos destinados a entidades privadas.