Acusado de descontos ilegais de aposentados, Zema rebate: “eles têm medo de gente competente”

O governador Romeu Zema elevou o tom ao responder à sua convocação para depor na CPMI do INSS, aprovada no Congresso Nacional. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele classificou a medida como uma tentativa de desgastar sua imagem diante do avanço de seu nome no cenário político nacional. Zema afirmou que a convocação não busca esclarecer fatos, mas criar dificuldades para quem, segundo ele, “tem mostrado competência e resultados”.
O pedido para que o governador preste esclarecimentos foi apresentado por parlamentares da base do governo Lula e aprovado durante a última reunião da comissão antes do recesso. O foco da convocação é a chamada “Zema Financeira”, empresa ligada à família do governador, citada em suspeitas sobre operações de crédito consignado para aposentados e pensionistas. Zema nega qualquer relação atual com a gestão do grupo empresarial e sustenta que não há irregularidades.
Segundo o governador, a CPI funciona como cortina de fumaça para desviar a atenção dos reais problemas e proteger os verdadeiros responsáveis pelas falhas do sistema. Ele afirma que seus adversários temem sua presença na disputa eleitoral por apresentar um modelo de gestão diferente do praticado pelo governo federal. Para Zema, o movimento da comissão é mais político que investigativo.
A oitiva do governador está prevista para ocorrer somente após fevereiro, quando o Congresso retoma os trabalhos. O deputado Rogério Correia, autor do requerimento, justificou que a presença de Zema é necessária para esclarecer a atuação da empresa citada. A defesa do governador, no entanto, encaminhou documentos à CPMI mostrando que ele se desligou formalmente da gestão em 2018, antes de assumir o Executivo mineiro.
Com a convocação transformada em um novo capítulo de disputa política, o caso tende a reacender o confronto entre governo federal e oposição no retorno do ano legislativo.