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Aécio critica inchaço da máquina pública, Lula bate recorde histórico de nomeações políticas

Por Brasil no Centro Publicado em 17 de dezembro de 2025 às 16:59 3 min de leitura
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Aécio critica inchaço da máquina pública, Lula bate recorde histórico de nomeações políticas

O deputado federal Aécio Neves voltou a criticar a condução administrativa do governo Lula ao comentar dados oficiais que indicam forte crescimento da máquina pública nos últimos anos. As observações foram feitas a partir de levantamento divulgado pelo Farol da Oposição, publicação vinculada ao Instituto Teotônio Vilela, que reúne informações sobre gastos públicos, estrutura do Estado e segurança pública.

Segundo números do Ministério da Gestão e da Inovação citados na publicação, o governo federal criou cerca de 20,4 mil novos cargos desde o início do atual mandato, entre servidores efetivos, comissionados e funções gratificadas. Apenas o número de cargos de livre nomeação teve aumento próximo de 10 por cento, ultrapassando 50 mil postos.

Aécio afirma que a expansão da estrutura administrativa ocorre sem que a população perceba melhora proporcional nos serviços essenciais. Para o parlamentar, áreas como saúde, educação e segurança pública continuam enfrentando dificuldades, apesar do crescimento do gasto com pessoal e da ampliação do número de ministérios, que hoje chega a 39.

Outro ponto destacado é o impacto fiscal dessa expansão. As despesas com funcionalismo federal devem alcançar cerca de 490 bilhões de reais em 2026, valor que representa crescimento superior a 30 por cento em relação a 2022. Parte relevante desse aumento está concentrada em cargos comissionados, cujos salários podem ultrapassar 24 mil reais mensais, com reajustes já previstos em lei para os próximos anos.

Além da crítica administrativa, Aécio também associa o debate sobre o tamanho do Estado à deterioração da segurança pública. Dados citados na publicação indicam que a violência figura entre as principais preocupações dos brasileiros e que o país segue registrando índices elevados de homicídios e feminicídios. Em 2024, foram contabilizadas 1.467 mortes de mulheres por razões de gênero, número considerado recorde.

Para o deputado, a combinação de um Estado mais caro e menos eficiente amplia a sensação de distanciamento entre governo e sociedade. Ele defende que a prioridade da administração federal deveria ser a melhoria concreta dos serviços prestados à população, e não a ampliação de estruturas administrativas que, segundo sua avaliação, não apresentam retorno visível para o cidadão.

A atuação de Aécio à frente do debate reforça seu papel como uma das principais vozes do campo de centro na oposição ao governo Lula, com foco em responsabilidade fiscal, eficiência do Estado e políticas públicas orientadas a resultados.