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Alcolumbre declara guerra a Lula e promete barrar Messias no STF

Por Brasil no Centro Publicado em 24 de novembro de 2025 às 15:24 2 min de leitura
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Alcolumbre declara guerra a Lula e promete barrar Messias no STF

O clima no Senado azedou de vez. Davi Alcolumbre, presidente da Casa e uma das figuras mais influentes do Congresso, tem dito abertamente a aliados que não será fiador da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. A escolha feita por Lula para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso já nasce enfrentando resistência pesada — e o principal foco dessa oposição está no próprio comando do Senado.

Nos bastidores, Alcolumbre tem repetido a mesma frase a quem o procura para pedir apoio ao novo indicado: “Não sou fiador.” A declaração significa, na prática, que ele não pretende mover esforços para facilitar a aprovação de Messias nem na Comissão de Constituição e Justiça, nem no plenário.

A irritação do presidente do Senado também tem alvo certo. Segundo aliados próximos, Alcolumbre teria rompido politicamente com Jaques Wagner, líder do governo no Senado, após ouvir relatos de que o petista estaria espalhando a versão de que Lula telefonou pessoalmente para informá-lo da indicação — gesto que Alcolumbre nega categoricamente ter acontecido. A suposta manobra foi vista como quebra de confiança e aprofundou a distância entre ele e o Planalto.

Enquanto isso, Jorge Messias inicia sua “via-crúcis” pelos gabinetes do Senado, numa corrida contra o desgaste político para garantir os votos necessários. A missão, porém, não será simples. Alcolumbre, conhecido por reunir apoio robusto entre os senadores, avisou que trabalhará contra a aprovação do nome de Lula.

A oposição, por sua vez, já se organiza para transformar a indicação em derrota para o governo. Parlamentares de diferentes partidos descontentes com o Palácio do Planalto prometem somar forças para barrar Messias e impor um desgaste histórico ao presidente.

O cenário, portanto, é de confronto direto: governo e Senado caminham para um embate que deve definir não apenas o futuro do indicado, mas também o peso político de Lula dentro do Congresso.

Messias ainda nem enfrentou a sabatina, mas a batalha já começou — e Alcolumbre deixou claro que está disposto a ir até o fim.