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Apoio de Ratinho a Guto Silva no Paraná implode base e acelera saída de Greca e Curi do PSD

Por Brasil no Centro Publicado em 2 de março de 2026 às 17:58 3 min de leitura
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Apoio de Ratinho a Guto Silva no Paraná implode base e acelera saída de Greca e Curi do PSD

A sucessão estadual no Paraná ganhou contornos decisivos nos bastidores e já provoca reflexos concretos dentro do PSD. O movimento do governador Ratinho Junior de consolidar o nome do secretário das Cidades, Guto Silva, como seu candidato ao Palácio Iguaçu desencadeou uma crise interna que pode resultar na saída de duas das principais lideranças da legenda, o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, e o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi.

Embora ainda não tenha formalizado publicamente sua escolha, Ratinho Junior (PSD) tem sinalizado a interlocutores que a preferência recai sobre Guto Silva, hoje à frente de uma das pastas mais estratégicas do governo estadual, com forte capilaridade entre prefeitos. A Secretaria das Cidades é herdeira direta da antiga pasta de Desenvolvimento Urbano, espaço historicamente utilizado como vitrine administrativa e política no Paraná.

A movimentação, no entanto, não foi bem recebida por aliados que também se viam no páreo. Alexandre Curi intensificou conversas sobre uma possível mudança de partido caso o impasse não seja resolvido até o fim do mês. A janela partidária, que permite a troca de legenda sem perda de mandato, tornou-se fator decisivo na definição de prazos.

Em declaração recente, Alexandre Curi (PSD) afirmou que mantém diálogo direto com o governador e que uma conversa definitiva deve ocorrer nos próximos dias. Nos bastidores, aliados indicam que o parlamentar já avalia alternativas, inclusive com sinalizações positivas no Republicanos para viabilizar uma candidatura própria ao governo.

Rafael Greca, por sua vez, também figura entre os nomes ventilados para a disputa estadual. Atualmente secretário de Desenvolvimento Sustentável, ele tem reiterado a intenção de permanecer no PSD, mas recebeu convite formal para migrar ao Progressistas. A articulação é conduzida pelo deputado federal Ricardo Barros, que busca ampliar o protagonismo da legenda no Estado.

A indefinição impacta ainda o desenho das alianças para 2026. O senador Sergio Moro, do União Brasil, aparece bem posicionado nas pesquisas e é considerado peça relevante no xadrez eleitoral. Há também movimentações no campo da esquerda, que tenta estruturar uma frente envolvendo PDT e PT, em mais um esforço para manter influência no Estado em meio ao desgaste do governo federal.

O episódio evidencia que a corrida pelo Palácio Iguaçu já começou de forma intensa e que a escolha do candidato governista tem potencial para redesenhar o mapa partidário paranaense. Com a base fragmentada, o PSD enfrenta seu momento mais delicado desde que assumiu o protagonismo no Estado.

Enquanto isso, lideranças de perfil mais moderado observam o cenário com atenção, avaliando possíveis composições que garantam estabilidade política e equilíbrio institucional no próximo ciclo eleitoral.