Após desfile no Rio, Partido Novo pede que Lula seja declarado inelegível

Partido anuncia ação no TSE e amplia disputa jurídica sobre homenagem ao presidente no Carnaval da Sapucaí

Após desfile no Rio, Partido Novo pede que Lula seja declarado inelegível

O Partido Novo anunciou que pretende ingressar na Justiça Eleitoral com um pedido de declaração de inelegibilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o chefe do Executivo no Carnaval do Rio de Janeiro.

A sigla informou que apresentará uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) assim que houver o registro oficial de eventual candidatura de Lula à reeleição. O partido sustenta que o desfile teria configurado abuso de poder político e econômico, além de propaganda eleitoral antecipada. 

De acordo com o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, a legenda entende que o episódio ultrapassa o caráter cultural e se enquadra na legislação eleitoral. O partido afirma que a apresentação promoveu a imagem do presidente em um contexto pré-eleitoral e, por isso, solicitará a cassação do registro de candidatura e a declaração de inelegibilidade. 

O desfile da Acadêmicos de Niterói teve como tema “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, retratando a trajetória política e pessoal do presidente. A escola integra o Grupo Especial do Carnaval carioca e recebeu recursos públicos destinados ao financiamento das agremiações, o que também foi questionado pela legenda. 

Antes da apresentação, o Partido Novo já havia protocolado representações junto ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Tribunal de Contas da União, contestando o uso de recursos públicos e alegando possível desequilíbrio na disputa eleitoral. A legenda afirma que pretende levar o caso à Justiça Eleitoral para análise do enquadramento legal e eventual responsabilização. 

O episódio ocorre em meio ao início das articulações políticas para as eleições presidenciais de 2026, ampliando o debate jurídico e político sobre os limites entre manifestações culturais e possíveis implicações eleitorais.