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Após Messias, Lula terá nova derrota no Congresso com queda do veto da dosimetria

Por Brasil no Centro Publicado em 30 de abril de 2026 às 11:10 2 min de leitura
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Após Messias, Lula terá nova derrota no Congresso com queda do veto da dosimetria

O Congresso Nacional analisa o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto que redefine critérios para aplicação de penas a condenados pelos atos de 8 de janeiro, em uma sessão marcada por forte tensão política e expectativa de nova derrota para o governo.

A votação acontece logo após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, episódio que ampliou o desgaste na relação entre o Palácio do Planalto e o Legislativo. O ambiente no Congresso reflete um cenário de maior autonomia dos parlamentares e crescente dificuldade do governo em consolidar maioria em pautas sensíveis.

O projeto vetado trata da dosimetria das penas e estabelece parâmetros mais claros para progressão de regime e cálculo das condenações. Caso o veto seja derrubado, as mudanças poderão impactar diretamente o tempo de prisão de envolvidos nos atos e influenciar processos em andamento.

A proposta já havia sido aprovada com ampla maioria na Câmara e no Senado, o que reforça a avaliação de que há base política suficiente para reverter a decisão presidencial. Para isso, são necessários votos mínimos em ambas as Casas, em votações separadas.

Na justificativa do veto, o governo argumenta que a alteração das regras pode fragilizar a resposta institucional a crimes contra o Estado Democrático de Direito. Também foram levantadas preocupações sobre possíveis inconsistências jurídicas e questionamentos sobre a tramitação do projeto.

A sessão foi convocada pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e é acompanhada de perto por lideranças políticas que veem no episódio um teste importante da capacidade de articulação do governo no Parlamento.

Nos bastidores, a avaliação é de que o resultado pode consolidar um novo momento na relação entre os Poderes, com o Congresso assumindo protagonismo maior e impondo limites mais claros às decisões do Executivo.

O desfecho da votação deve ter impacto direto no ambiente político nacional e na condução das próximas pautas, em um contexto de polarização e disputa antecipada por espaço nas eleições de 2026.