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Política

Após perder Ciro, PDT avança pela filiação de Marina Silva

Por Brasil no Centro Publicado em 19 de janeiro de 2026 às 11:50 3 min de leitura
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Após perder Ciro, PDT avança pela filiação de Marina Silva

Após a saída de Ciro Gomes, o PDT passou a se movimentar para recompor seu espaço no cenário nacional e já mira um dos nomes mais simbólicos da política brasileira. Dirigentes do partido admitem o interesse na filiação da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que vive um processo de distanciamento da Rede Sustentabilidade e avalia seus próximos passos políticos.

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, tem afirmado internamente que Marina seria “muito bem-vinda” na legenda. Embora ainda não exista uma negociação formal, a leitura dentro do partido é de que a presença da ministra agregaria densidade política, projeção nacional e coerência programática, especialmente na pauta ambiental.

A movimentação ocorre em um momento de indefinição sobre o futuro partidário de Marina. Aliados avaliam que mudanças internas na Rede tornaram sua permanência difícil, abrindo espaço para que outros partidos do campo progressista e de centro-esquerda se aproximem. Além do PDT, PT, PSB, PV e PSOL também acompanham de perto as decisões da ministra.

No PDT, o discurso é de acolhimento e valorização do histórico da ambientalista. Parlamentares da sigla destacam sua atuação internacional, o protagonismo na agenda climática e o papel estratégico que exerce no governo federal. Internamente, a avaliação é de que Marina poderia ajudar o partido a reconstruir pontes com setores urbanos, ambientalistas e eleitores que se afastaram nos últimos ciclos eleitorais.

Do ponto de vista eleitoral, Marina descarta uma nova disputa para a Câmara dos Deputados. A única hipótese considerada por ela, segundo interlocutores, seria uma candidatura ao Senado por São Paulo, cenário que depende diretamente das definições do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Caso Haddad entre na disputa majoritária no estado, a ministra tende a permanecer fora da eleição.

O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva já manifestou publicamente o desejo de ver Haddad candidato em São Paulo, o que mantém o tabuleiro indefinido. Marina, por sua vez, tem deixado claro que qualquer eventual candidatura precisaria cumprir três condições: apoio à reeleição de Lula, construção de uma frente ampla e fortalecimento da agenda ambiental.

Caso opte por disputar o Senado, Marina teria de deixar o Ministério do Meio Ambiente até abril. Ainda assim, aliados afirmam que a decisão está longe de ser tomada e que a prioridade, neste momento, é definir seu reposicionamento partidário. Para o PDT, a possível filiação da ministra representa mais do que um reforço eleitoral: é uma tentativa de redefinir identidade e relevância após a perda de seu principal nome histórico.