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Política

Assessor de Michelle posta críticas a Flávio e abre crise interna no PL

Por Brasil no Centro Publicado em 26 de dezembro de 2025 às 15:39 2 min de leitura
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Assessor de Michelle posta críticas a Flávio e abre crise interna no PL

Movimentos nas redes sociais de um assessor próximo à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro abriram uma crise interna no Partido Liberal e evidenciaram disputas ainda mal resolvidas no núcleo bolsonarista.

O coronel da Polícia Militar *André Costa, responsável pela comunicação de Michelle Bolsonaro, passou a repostar conteúdos críticos ao senador *Flávio Bolsonaro, apontado pelo ex-presidente como possível nome para disputar a Presidência da República. As publicações circularam rapidamente em grupos de aliados e causaram incômodo entre parlamentares do partido.

Entre os conteúdos compartilhados estavam matérias jornalísticas com pesquisas que indicam alta rejeição ao senador e trechos de entrevistas em que lideranças religiosas defendem o recuo de Flávio em favor de outros nomes da direita, como o governador Tarcísio de Freitas.

As repostagens ganharam ainda mais peso porque ocorreram logo após a confirmação pública do nome de Flávio como pré-candidato. Em mensagens privadas, o assessor chegou a classificar a especulação como “ridícula”, afirmando que não havia manifestação formal do ex-presidente sobre o tema.

Nos bastidores do PL, o episódio foi interpretado como mais do que um ruído digital. Para aliados, as postagens refletem uma disputa real sobre quem deve herdar o capital político de Jair Bolsonaro e liderar o campo conservador em 2026.

Procurado, André Costa negou qualquer oposição à candidatura de Flávio e afirmou estar alinhado à posição do partido. Disse ainda que costuma repostar conteúdos automaticamente para ampliar engajamento, sem avaliar com atenção o teor das mensagens.

O caso, no entanto, expõe uma fragilidade recorrente no bolsonarismo. A ausência de um processo claro de sucessão, a personalização excessiva da liderança e o peso das redes sociais como espaço de disputa política interna.

Mais do que um conflito entre assessores, o episódio revela um partido em busca de comando, identidade e estratégia para o próximo ciclo eleitoral.