
A viagem do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a Londres, no ano passado, para participar de um fórum jurídico internacional, gerou controvérsia após a revelação de que o Banco Master, fundado por Daniel Vorcaro, foi o responsável por arcar com os custos da viagem. Segundo a Polícia Federal, a instituição bancária cobriu as despesas relacionadas à hospedagem, alimentação e locomoção, sem que o órgão soubesse os valores exatos gastos pelos organizadores do evento. A instituição esclareceu que, de acordo com o Decreto nº 71.733, de 18 de janeiro de 1973, e outras normas aplicáveis, Andrei Rodrigues não recebeu diárias ou qualquer outro tipo de benefício financeiro por parte dos organizadores.
O evento ocorreu em abril de 2024, e a Polícia Federal afirmou que o diretor não recebeu remuneração, cachê, ou ajuda de custo por sua participação. Andrei Rodrigues foi convidado para compor um painel que discutia questões jurídicas e sociais, mas o apoio financeiro do Banco Master levantou questões sobre a transparência nas despesas e sobre a influência de grandes empresas em eventos de alto nível que envolvem autoridades públicas. A situação gerou questionamentos sobre os possíveis impactos de tal financiamento em uma corporação essencial como a Polícia Federal.
O caso não apenas expõe o vínculo financeiro do Banco Master com a viagem de uma alta autoridade do governo, mas também coloca em pauta a necessidade de um controle mais rigoroso sobre os recursos públicos utilizados em eventos internacionais e sobre as relações entre empresas privadas e agentes públicos.