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Política

Bittar propaga fake news no Senado ao dizer que “Caetano Veloso pegou em armas na ditadura”

Por Brasil no Centro Publicado em 30 de abril de 2026 às 12:56 3 min de leitura
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Bittar propaga fake news no Senado ao dizer que “Caetano Veloso pegou em armas na ditadura”

Um episódio ocorrido durante a sabatina do advogado-geral da União reacendeu o debate sobre responsabilidade no discurso público dentro do Congresso. O senador Marcio Bittar (PL-AC) afirmou, em sessão da Comissão de Constituição e Justiça, que o cantor Caetano Veloso teria participado de ações armadas durante a ditadura militar, declaração que foi imediatamente contestada no próprio plenário.

A correção partiu do senador Otto Alencar (PSD-BA), que reagiu prontamente e esclareceu que o artista nunca teve envolvimento com atividades armadas. Segundo ele, a trajetória de Caetano sempre esteve ligada à produção cultural e à música, não a ações de guerrilha.

A fala de Bittar ocorreu em meio a um discurso mais amplo sobre o período da ditadura e a atuação de diferentes grupos políticos naquele contexto. No entanto, a afirmação acabou gerando repercussão negativa ao ser considerada uma distorção de fatos históricos amplamente documentados.

Após o episódio, o próprio Caetano Veloso se manifestou publicamente e agradeceu a correção feita no Senado. O artista relembrou que foi preso durante o regime militar por sua atuação cultural e política, sem qualquer ligação com ações armadas, e reforçou sua posição contrária à violência.

Mesmo diante da contestação, o senador voltou ao tema ao final da sessão e negou ter disseminado informação incorreta, sustentando que sua fala estaria registrada. O caso, no entanto, ampliou o debate sobre o uso de informações imprecisas em espaços institucionais e o impacto desse tipo de declaração no ambiente político.

O episódio ocorre em um momento em que o Congresso tem sido palco de discussões intensas e, muitas vezes, marcadas por polarização. A circulação de informações sem verificação reforça um ambiente de ruído que dificulta o debate público qualificado e afasta a política das soluções concretas que a população espera.

Em um cenário de descrédito crescente, cresce também a cobrança por responsabilidade, compromisso com a verdade e maturidade institucional por parte das lideranças políticas. A qualidade do debate público passa, necessariamente, pelo respeito aos fatos e pela construção de um diálogo mais equilibrado, distante de distorções e narrativas ideológicas.