Carlos Bolsonaro rejeita chapa com Amin, confronta Jorginho e Valdemar e ameaça deixar o PL para se aliar ao PSD de Kassab em SC

(Moscou - Rússia, 16/02/2022) Encontro Empresarial Brasil-Rússia. Foto: Alan Santos/PR
O cenário político de Santa Catarina ganhou novos desdobramentos no fim de semana com a movimentação do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), que colocou em dúvida sua permanência no partido no estado. Pré-candidato ao Senado em 2026, ele sinalizou a possibilidade de romper com o governador Jorginho Mello (PL) e abrir diálogo com o PSD, legenda comandada nacionalmente por Gilberto Kassab.
Após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília, Carlos entrou em contato com o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que é apontado como provável candidato ao governo catarinense na próxima eleição estadual. Segundo apuração, o ex-vereador sondou a viabilidade de integrar uma eventual chapa do PSD como candidato ao Senado.
Durante a conversa, Carlos teria pedido desculpas por críticas anteriores e questionado se poderia contar com o apoio do prefeito. De acordo com interlocutores do PSD, Rodrigues afirmou que consideraria a possibilidade de tê-lo na composição.
Na sequência, Carlos relatou o diálogo ao governador Jorginho Mello. Conforme fontes do PL, ele indicou que poderia migrar de campo político caso não fosse contemplado na chapa governista.
Jorginho, por sua vez, manifestou interesse em manter Carlos e a deputada federal Caroline de Toni como nomes do partido para o Senado. No entanto, a definição das vagas envolve disputas internas. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, defende que uma das candidaturas seja destinada ao senador Esperidião Amin (PP), que deve tentar a reeleição.
Aliados do governador e da direção nacional do partido avaliam que a movimentação integra a negociação por espaço político na formação das chapas majoritárias em Santa Catarina.