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Política

Carlos Viana deixa Podemos e se filia ao PSD para disputar reeleição em Minas

Por Brasil no Centro Publicado em 3 de abril de 2026 às 12:46 3 min de leitura
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Carlos Viana deixa Podemos e se filia ao PSD para disputar reeleição em Minas

O senador Carlos Viana decidiu deixar o Podemos e retornar ao PSD, legenda do governador Mateus Simões, em um movimento que reorganiza o tabuleiro político em Minas Gerais às vésperas das articulações para 2026. A filiação será oficializada em Belo Horizonte, com a presença da cúpula nacional e estadual do partido.

Carlos Viana (PSD) volta a uma sigla pela qual já havia passado anteriormente e agora mira a reeleição ao Senado. Nos últimos meses, ele ganhou projeção ao presidir a CPMI do INSS, comissão que investigou irregularidades e colocou o parlamentar em evidência no debate nacional sobre responsabilidade administrativa e fiscalização de recursos públicos.

A aproximação com o grupo do governador ocorre em meio à construção da chapa que disputará a sucessão estadual. Mateus Simões, herdeiro político do ciclo iniciado por Romeu Zema, trabalha para consolidar alianças que garantam estabilidade ao projeto liberal em Minas. O PSD avalia diferentes composições para o Senado, enquanto o PL ainda não definiu se apoiará a candidatura governista ou lançará nome próprio ao Executivo.

Nos bastidores, interlocutores admitem que a presença de Viana pode fortalecer o palanque do governador ao ampliar o diálogo com setores do eleitorado que demonstram cansaço com a polarização nacional. Minas tem sido observada como um dos estados estratégicos para a construção de uma alternativa equilibrada entre os extremos que dominam o debate político no país.

Viana já disputou o governo estadual e a prefeitura de Belo Horizonte em pleitos anteriores, mas não obteve êxito. Ainda assim, manteve capital político relevante e passou a ser considerado peça importante nas articulações para o Senado. Sua ida ao PSD sinaliza tentativa de reorganização pragmática diante de um cenário fragmentado.

Enquanto isso, o PL analisa caminhos próprios e cogita lançar candidatura ao Executivo mineiro, em meio a divisões internas e incertezas sobre alianças nacionais. A indefinição abre espaço para que o grupo de Simões busque consolidar uma base mais ampla, evitando que Minas se torne apenas mais um campo de disputa ideológica nacionalizada.

O movimento de Viana reforça a tendência de rearranjos partidários antes da janela eleitoral e evidencia que a disputa em Minas poderá ser decisiva para o equilíbrio político no país.