
O senador Cleitinho (Republicanos) confirmou que será candidato ao Governo de Minas Gerais em 2026 e tratou de desmontar, de forma direta, os boatos de que estaria prestes a desistir da corrida eleitoral. A negativa veio após a circulação de rumores envolvendo uma suposta pressão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para que ele abandonasse a candidatura.
A história ganhou força depois que o deputado federal Cabo Junio Amaral (PL) procurou Cleitinho relatando questionamentos feitos por policiais sobre uma possível conversa nesse sentido. Em resposta, o senador enviou um áudio categórico, negando qualquer tentativa de desmobilização. Segundo ele, a versão é falsa e distorce completamente o conteúdo do diálogo que manteve com Flávio Bolsonaro.
No áudio, Cleitinho afirma que Flávio o procurou há cerca de dez dias com o objetivo oposto ao que vinha sendo ventilado: manifestar apoio. De acordo com o senador mineiro, o parlamentar do PL sinalizou interesse em conversar com lideranças como Bruno Engler e Nikolas Ferreira e deixou claro que pretende apoiar “quem tem voto”, incluindo sua pré-candidatura ao Palácio Tiradentes.
Para Cleitinho, os rumores fazem parte de uma movimentação política mais ampla nos bastidores. Ele sustenta que sua candidatura está inserida em um projeto nacional do Republicanos, partido que vem reforçando estratégias regionais após a decisão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de disputar a reeleição e não a Presidência da República.
Essa definição, segundo aliados, fortalece o plano do Republicanos em Minas Gerais e reduz o espaço para articulações que tentavam forçar uma retirada de Cleitinho do jogo. Havia, nos bastidores, expectativa de setores ligados ao vice-governador Mateus Simões (PSD) de construir um acordo nacional para enfraquecer a candidatura do senador mineiro cenário que perde força com a nova configuração.
Ao autorizar que o áudio fosse repassado livremente, Cleitinho buscou encerrar o assunto e enviar um recado claro ao eleitorado e aos aliados: sua candidatura segue de pé, com respaldo partidário e inserida em uma estratégia nacional. A disputa pelo governo de Minas, cada vez mais, começa a ganhar contornos definidos bem antes do calendário oficial.