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Cleitinho garante que se eleito governador, derrubará privilégios que Zema criou

Por Brasil no Centro Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 16:24 2 min de leitura
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Cleitinho garante que se eleito governador, derrubará privilégios que Zema criou

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) elevou o tom contra o governador Romeu Zema (Novo) ao classificar como “privilégio” o decreto que amplia a segurança a ex-governadores de Minas Gerais e afirmar que, se for eleito governador, irá revogar a medida. A declaração foi feita em vídeo divulgado nas redes sociais e colocou o tema no centro do debate político mineiro.

Para Cleitinho, o decreto contraria o próprio discurso de Zema de combate a benefícios especiais. Segundo ele, não faz sentido garantir estrutura de segurança a quem já deixou a vida pública. “A gente anda no meio do povo, abraça o povo. Depois que vira político precisa de segurança. Depois que deixa de ser político, também. Que medo é esse do povo?”, questionou o senador.

O alvo das críticas é o Decreto nº 49.154/2025, publicado no fim de dezembro, que ampliou de um para dois anos o período de proteção a ex-governadores e ex-vice-governadores, com possibilidade de prorrogação por mais dois anos. A norma também ampliou o conceito de segurança governamental, passando a incluir não apenas proteção física, mas também “integridade moral e institucional”, além de permitir que familiares e pessoas com vínculo com as autoridades sejam incluídos na proteção, desde que haja alegação de interesse público.

A medida provocou reação imediata na política mineira. Na Assembleia Legislativa, deputadas do PT acionaram o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) e protocolaram um projeto para tentar sustar os efeitos do decreto, argumentando que o governo criou e ampliou benefícios sem respaldo legal e às vésperas do período eleitoral.

O governo Zema afirma que o decreto não cria novos benefícios e apenas consolida normas anteriores, mas não apresentou dados sobre custos, número de policiais envolvidos ou impacto sobre a segurança pública.

Ao transformar o tema em bandeira política, Cleitinho sinaliza que o debate sobre privilégios, gastos públicos e uso da estrutura do Estado deve ocupar papel central na disputa pelo governo de Minas em 2026.