Com Lula, dívida pública sobe e alcança 78,7% do PIB em 2025

A dívida pública brasileira encerrou 2025 em alta e atingiu 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados divulgados pelo Banco Central no Boletim de Estatísticas Fiscais. O resultado representa um crescimento de 2,4 pontos percentuais em relação a 2024, quando o indicador estava em 76,3% do PIB.
Em valores nominais, a dívida bruta do governo geral chegou a aproximadamente R$ 10 trilhões. O montante reflete a incorporação dos juros da dívida, o reconhecimento de passivos, a emissão líquida de títulos públicos, variações cambiais e ajustes na dívida externa, além do crescimento do PIB nominal ao longo do ano.
As contas do setor público consolidado — que englobam União, estados, municípios e empresas estatais — registraram déficit primário de R$ 58,7 bilhões em 2025. O número é superior ao observado no ano anterior, quando o resultado negativo foi de R$ 45,4 bilhões. O déficit primário ocorre quando as despesas superam as receitas, desconsiderando os gastos com juros da dívida.
O Banco Central também informou que a Dívida Líquida do Setor Público alcançou 65,3% do PIB, o equivalente a R$ 8,3 trilhões, com avanço de quatro pontos percentuais em relação a 2024. Segundo a instituição, o resultado foi influenciado principalmente pelos juros nominais, pela valorização do câmbio ao longo do ano e pelo desempenho das contas fiscais.
Apesar de registros pontuais de superávit em dezembro em alguns segmentos do setor público, o resultado consolidado de 2025 reforça os desafios fiscais do governo federal e mantém o endividamento no centro do debate econômico, sobretudo diante das metas fiscais e da necessidade de equilíbrio das contas públicas nos próximos anos.