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Congresso vai ignorar a data e Motta e Alcolumbre não irão à cerimônia de Lula pelo 8 de janeiro

Por Brasil no Centro Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 18:06 2 min de leitura
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Congresso vai ignorar a data e Motta e Alcolumbre não irão à cerimônia de Lula pelo 8 de janeiro

O Congresso Nacional não deve marcar presença institucional na cerimônia organizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para lembrar os três anos dos atos de 8 de janeiro. Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado Federal, Davi Alcolumbre, decidiram não comparecer ao evento marcado para esta quinta-feira, no Palácio do Planalto.

A ausência ocorre em um momento politicamente sensível. Há expectativa de que Lula anuncie o veto ao projeto de lei da dosimetria, aprovado pelo Congresso, que altera critérios de fixação de penas e pode reduzir condenações relacionadas aos atos golpistas. A medida é vista no Parlamento como um novo ponto de atrito entre Executivo e Legislativo.

Segundo a assessoria de Alcolumbre, o senador cumpre compromissos previamente agendados no Amapá durante o recesso parlamentar. Já Motta não divulgou justificativa formal para a ausência. Nem a Câmara nem o Senado programaram atos próprios em alusão à data, o que deve fazer com que o 8 de janeiro passe sem manifestação institucional do Legislativo.

O gesto repete o padrão observado no ano passado, quando os então presidentes do Congresso também optaram por não participar das cerimônias organizadas pelo Planalto. Nos bastidores, a avaliação é de que a cúpula do Legislativo busca evitar associação direta com agendas que possam acirrar disputas políticas ou gerar desgaste junto às suas bases.

No Supremo Tribunal Federal, o tratamento será diferente. A Corte programou exposição, exibição de documentário e debates públicos sobre os ataques às sedes dos Três Poderes. A discrepância entre os Poderes reforça a leitura de que, apesar do discurso de pacificação institucional, a data segue sendo interpretada de maneiras distintas no cenário político.

Em um ano pré-eleitoral, a decisão do Congresso de se manter à margem do evento presidencial sinaliza cautela, distanciamento estratégico e a tentativa de preservar espaço próprio diante de temas que continuam polarizando o debate nacional.