
A disputa pelas duas vagas ao Senado por São Paulo em 2026 pode passar por uma mudança na composição da chapa ligada ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Integrantes do Progressistas (PP) avaliam que o deputado Guilherme Derrite (PP) enfrenta dificuldades para avançar na corrida eleitoral e defendem que ele deixe a disputa pelo Senado para concorrer novamente à Câmara dos Deputados.
A possível saída de Derrite abriria espaço para uma nova composição na chapa governista. Entre os nomes cotados para ocupar a vaga está o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade), presidente nacional do partido, que passou a ser avaliado como uma alternativa dentro do grupo político.
Segundo integrantes do PP, pesquisas internas indicam que Derrite teria dificuldades para superar adversários como Ricardo Salles (Novo) e as candidatas apoiadas pelo campo governista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).
Apesar de ter forte identificação com a pauta de segurança pública, área em que construiu sua trajetória como ex-integrante da Rota, a avaliação dentro do partido é de que o deputado encontra obstáculos para ampliar sua votação em diferentes segmentos do eleitorado paulista, especialmente nas regiões periféricas do estado.
Levantamentos recentes apontam uma disputa acirrada pelas duas cadeiras do Senado. Pesquisa Datafolha divulgada em julho mostra Marina Silva com 18% das intenções de voto e Simone Tebet com 16% no cenário estimulado, enquanto outros nomes aparecem próximos na disputa.
Em outro levantamento, realizado pela Real Time Big Data, Guilherme Derrite aparece em situação de empate técnico com Simone Tebet, Marina Silva e Ricardo Salles, demonstrando um cenário ainda indefinido para a eleição ao Senado em São Paulo.
A eventual mudança na chapa de Tarcísio de Freitas ainda depende das articulações entre os partidos aliados e do prazo para registro das candidaturas. Embora Paulinho da Força não tenha sido incluído inicialmente na ata da convenção do Solidariedade, a legislação eleitoral permite alterações na composição até o período final de registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O grupo político do governador trabalha para construir uma chapa competitiva para o Senado, em uma eleição marcada pela disputa por duas vagas e pela presença de diferentes forças políticas no maior colégio eleitoral do país.