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Com Lula, dívida bruta avança e atinge 78,8% do PIB, diz BC

Por Brasil no Centro Publicado em 27 de fevereiro de 2026 às 16:18 2 min de leitura
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Com Lula, dívida bruta avança e atinge 78,8% do PIB, diz BC

Endividamento cresce no início de 2026 e gasto com juros supera R$ 1 trilhão em 12 meses

A dívida bruta do governo geral voltou a subir no início de 2026 e alcançou 78,8% do Produto Interno Bruto, segundo dados divulgados pelo Banco Central do Brasil no relatório de Estatísticas Fiscais. O indicador avançou 0,1 ponto percentual em janeiro na comparação com dezembro e acumula alta de 7,1 pontos percentuais desde o início do atual mandato presidencial.

Em valores nominais, a dívida chegou a R$ 10,1 trilhões. De acordo com o Banco Central, o principal fator de pressão no mês foi a incorporação de juros, que elevou a relação dívida-PIB em 0,8 ponto percentual. Parte desse impacto foi compensada por resgates líquidos de títulos, variação do PIB nominal e efeitos cambiais.

O aumento do endividamento ocorre em um contexto de forte crescimento das despesas financeiras. O setor público consolidado, que reúne União, Estados, municípios e estatais, desembolsou R$ 63,6 bilhões apenas em juros no mês de janeiro. No acumulado de 12 meses, a conta chegou a R$ 1,031 trilhão, o maior valor nominal da série histórica iniciada em 2002.

Em proporção ao PIB, o gasto com juros atingiu 8,05% em 12 meses. Um ano antes, essa relação era de 7,69%. O avanço reforça o peso da dívida sobre as contas públicas e amplia o desafio de estabilizar o endividamento em patamar sustentável.

O resultado nominal do setor público foi positivo em janeiro, com superávit de R$ 40,1 bilhões. No acumulado de 12 meses, porém, o saldo permanece negativo em R$ 1,086 trilhão, equivalente a 8,49% do PIB. O resultado nominal considera tanto o desempenho primário quanto o pagamento de juros e oferece uma visão mais ampla da situação fiscal.

Os números divulgados indicam que, mesmo quando há esforço para melhorar o resultado primário, o custo da dívida segue pressionando o quadro geral das finanças públicas. Em um cenário de crescimento moderado e necessidade de previsibilidade econômica, a trajetória da dívida volta ao centro do debate sobre responsabilidade fiscal e equilíbrio das contas.