Escala 6×1: Deputado Daniel Trzeciak defende redução de impostos para aumento de salários

O deputado federal Daniel Trzeciak (PSDB-RS) se posicionou de forma crítica à proposta de mudança na jornada de trabalho conhecida como escala 6×1, defendendo que o debate vá além da simples redução de horas e passe a considerar medidas estruturais para fortalecer a renda do trabalhador e a sustentabilidade das empresas.
Durante entrevista a uma emissora de rádio no Rio Grande do Sul, o parlamentar afirmou que a imposição de um modelo único de jornada ignora a diversidade da economia brasileira. Segundo ele, setores como comércio, indústria e serviços operam com dinâmicas distintas, o que exigiria maior liberdade para negociação entre empregadores e trabalhadores.
Trzeciak alertou que a redução da jornada sem ajustes paralelos pode gerar efeitos colaterais, especialmente para pequenos e médios empreendedores. Na avaliação do deputado, o aumento de custos operacionais pode resultar em repasse de preços, redução de contratações ou até fechamento de negócios, impactando diretamente o mercado de trabalho.
Como alternativa, o parlamentar defendeu a redução da carga tributária como caminho mais eficaz para ampliar salários e estimular a economia. Para ele, o debate precisa avançar para medidas que aumentem o poder de compra sem comprometer a competitividade das empresas, criando um ambiente mais favorável à geração de empregos formais.
O deputado também criticou o que classificou como simplificação do debate público sobre o tema, destacando que soluções duradouras exigem equilíbrio entre qualidade de vida do trabalhador e viabilidade econômica. Em um cenário de informalidade crescente, ele apontou que decisões precipitadas podem agravar distorções já existentes no mercado.
Além da pauta trabalhista, Trzeciak abordou a criação do Parque do Albardão, no sul do país, questionando a forma como a medida foi conduzida pelo governo federal. Segundo ele, a ausência de diálogo com comunidades locais e setores produtivos pode gerar impactos relevantes para a economia regional, especialmente para famílias que dependem da pesca e de atividades ligadas ao desenvolvimento energético.
O parlamentar informou ter apresentado uma proposta legislativa para suspender a medida, defendendo que políticas ambientais sejam construídas com participação das populações diretamente afetadas. Para ele, o desenvolvimento sustentável passa pela conciliação entre preservação ambiental, geração de renda e segurança jurídica.
Em meio a debates cada vez mais polarizados, a posição do deputado reforça uma linha de pensamento que busca soluções pragmáticas, baseadas em equilíbrio econômico e diálogo institucional, como alternativa a propostas consideradas de impacto imediato, mas sem sustentação no longo prazo.