
O cenário político do Distrito Federal acaba de ganhar um novo e explosivo ingrediente. O PSD confirmou a filiação do ex-governador José Roberto Arruda, que será apresentado oficialmente na segunda-feira, 15. A sigla já o trata como pré-candidato ao governo em 2026, em um movimento que promete reconfigurar completamente a disputa pelo Palácio do Buriti.
A entrada de Arruda no PSD, porém, chega acompanhada de um enorme ponto de interrogação: sua elegibilidade. O ex-governador foi condenado por improbidade administrativa no caso Caixa de Pandora e teve a pena confirmada pelo STJ em 2024, o que o tornaria inelegível por oito anos. Para especialistas, o impasse jurídico deve se arrastar até o momento do registro da candidatura, em agosto de 2026.
Com a recente mudança na Lei da Ficha Limpa, que alterou a contagem do prazo de inelegibilidade, alguns juristas avaliam que Arruda pode tentar argumentar a favor da própria elegibilidade. Outros, porém, lembram que a condenação colegiada permanece ativa e tende a ser impeditiva. O resultado dependerá da interpretação da Justiça Eleitoral, especialmente do TRE-DF e, mais tarde, do TSE.
Apesar das incertezas, Arruda segue firme na pré-campanha e coloca seu nome ao lado de outros postulantes já declarados: Celina Leão, Leandro Grass, Paula Belmonte e Ricardo Cappelli. Com Ibaneis fora da disputa após dois mandatos, o Buriti se transforma em um palco aberto, com um jogo político mais fragmentado e disputado.
Nos próximos meses, o DF acompanhará uma batalha jurídica paralela à batalha eleitoral, ambas com potencial para definir o rumo da eleição e o futuro do próprio Arruda.