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Política

Favorita ao Senado em Minas, Marília pode virar palanque isolado de Lula no estado

Por Brasil no Centro Publicado em 12 de maio de 2026 às 14:14 3 min de leitura
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Favorita ao Senado em Minas, Marília pode virar palanque isolado de Lula no estado

A dificuldade do PT em estruturar um palanque competitivo em Minas Gerais começa a provocar preocupação dentro da própria esquerda. Sem um nome consolidado para disputar o governo estadual em 2026, lideranças petistas já admitem a possibilidade de uma campanha sem candidatura própria ao Palácio da Liberdade, cenário que pode transformar a ex-prefeita Marília Campos em principal sustentação política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo maior colégio eleitoral do país.

A indefinição ganhou força após o esfriamento da possibilidade de candidatura do senador Rodrigo Pacheco ao governo mineiro. Com isso, setores do PT passaram a discutir uma composição focada apenas nas disputas proporcionais e no Senado, deixando a cabeça de chapa estadual em aberto.

Nesse contexto, Marília Campos surge como o principal nome petista em ascensão em Minas Gerais. A ex-prefeita de Contagem aparece liderando pesquisas recentes para o Senado e passou a ocupar espaço estratégico dentro das articulações do partido no estado.

Na última pesquisa Quaest divulgada em abril, Marília apareceu na liderança da corrida ao Senado com 19% das intenções de voto, seguida por Aécio Neves (PSDB), que registrou 11%. O levantamento reforçou a percepção interna de que a petista se tornou um dos poucos ativos eleitorais competitivos do partido em Minas.

Nos bastidores, integrantes da legenda avaliam que a ausência de um candidato forte ao governo pode sobrecarregar a campanha de Marília, que teria a missão de organizar agendas, eventos e mobilizações de Lula no estado considerado historicamente decisivo nas eleições presidenciais.

A situação expõe também as dificuldades do PT para ampliar sua presença em Minas além de redutos tradicionais. Embora Lula mantenha influência em parte do eleitorado mineiro, pesquisas recentes mostram crescimento da rejeição ao governo federal no estado, especialmente em regiões do interior.

Ao mesmo tempo, o campo de centro e centro-direita chega mais fragmentado, porém com maior número de pré-candidaturas competitivas ao governo mineiro. O cenário inclui nomes ligados ao bolsonarismo, ao PSD e também lideranças associadas ao legado de gestão tucana no estado.

Outro fator que preocupa aliados do Planalto é a postura do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que busca construir uma candidatura mais independente e evita associação direta com Lula durante a pré-campanha.

A movimentação em Minas acontece em um momento delicado para o PT nacionalmente. O partido enfrenta dificuldades para formar alianças amplas em estados estratégicos e tenta evitar que a polarização nacional esvazie palanques regionais importantes para a disputa presidencial.

Enquanto as definições seguem travadas, cresce dentro do próprio PT a avaliação de que Minas pode se transformar em um dos maiores desafios eleitorais da campanha de Lula em 2026.