
A participação da seleção do Irã na Copa do Mundo de 2026, prevista para ocorrer nos Estados Unidos, México e Canadá, foi confirmada pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino. Durante um evento em Washington, no dia 15 de abril, Infantino assegurou que, apesar do cenário instável no Oriente Médio, a seleção iraniana estará presente no torneio. Segundo o presidente da Fifa, a situação deverá ser pacífica até o início do evento, mas independentemente das circunstâncias, o Irã tem direito a competir, pois a equipe se classificou e os jogadores desejam representar seu país.
Infantino destacou que o Irã, como todas as seleções, deve representar seu povo e cumprir o que a qualificação permite. No entanto, a decisão ocorre em meio ao conflito crescente entre o Irã, os Estados Unidos e Israel, o que gerou dúvidas sobre a viabilidade de o país participar da competição. A ameaça de violência no território americano fez com que o Irã sugerisse, inicialmente, um boicote à Copa, além de pedir que seus jogos fossem transferidos para o México, pedido esse que foi negado pela Fifa.
A situação ficou ainda mais tensa quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que os jogadores iranianos poderiam não estar seguros nos Estados Unidos. Porém, o presidente da Fifa reafirma que o esporte deve permanecer fora da política e que a Fifa é responsável por garantir que o torneio ocorra de forma segura para todos os envolvidos.
O Irã faz parte do Grupo G da Copa, onde enfrentará a Nova Zelândia, a Bélgica e o Egito, com jogos programados para Los Angeles e Seattle. A tensão no Oriente Médio, com a guerra em curso e a recente trégua temporária, fez com que a presença do Irã no torneio fosse um ponto de discórdia, mas, de acordo com Infantino, a Copa do Mundo será “um sucesso” se garantir a segurança dos envolvidos e apresentar grandes jogos de futebol.
A decisão da Fifa sublinha a missão de unir nações através do esporte, mesmo em tempos de grande incerteza política e conflito internacional. A Copa de 2026 será histórica, com a participação de 48 seleções e disputas em três países, marcando um novo capítulo para o futebol global.