
O longa brasileiro O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho e vencedor de um Globo de Ouro em 2026, foi parcialmente financiado com recursos públicos do governo federal sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O filme teve apoio financeiro equivalente a R$ 7,5 milhões provenientes de mecanismos de fomento estatal, integrando o orçamento total da produção, que ficou em torno de R$ 27,1 milhões, com aporte da iniciativa privada e coproduções internacionais.
A produção brasileira conquistou destaque nas principais premiações internacionais e chamou a atenção tanto pela qualidade artística quanto pelo impacto cultural. No Globo de Ouro, o ator Wagner Moura fez história ao ser reconhecido com o prêmio de melhor ator em drama por sua atuação no filme, que também concorreu em outras categorias importantes da cerimônia
O investimento público no cinema, especialmente em obras que alcançam reconhecimento global, tem sido alvo de discussões acaloradas no Brasil. Ao mesmo tempo em que muitos celebram o alcance internacional e a promoção da cultura do país no exterior, outros questionam o uso de dinheiro público em produções artísticas, especialmente em contextos de restrições orçamentárias em outras áreas consideradas prioritárias. O debate amplia-se sobre o papel do Estado no fomento à cultura e sobre os critérios utilizados para selecionar os projetos que recebem esse tipo de apoio.
O resultado no Globo de Ouro coloca o cinema brasileiro em evidência global e reforça a importância de políticas de incentivo que possibilitam que histórias nacionais ganhem projeção e repercussão além das fronteiras. Porém, a discussão sobre financiamento público e critérios de apoio artístico segue em pauta entre críticos, produtores culturais, formadores de opinião e parte do público.