
🧷 LINHA FINA
📝 MATÉRIA (Brasil no Centro)
A corrida pelo Senado em Mato Grosso do Sul ganhou novos contornos após declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL), que indicou o ex-governador Reinaldo Azambuja como nome assegurado do partido para uma das vagas na disputa de 2026. A fala foi feita durante agenda em Campo Grande e acabou evidenciando divergências internas na legenda sobre a definição da segunda candidatura.
Segundo o parlamentar, há um entendimento consolidado dentro do partido de que Azambuja já ocupa uma das posições, enquanto a outra dependerá do desempenho dos pré-candidatos em pesquisas futuras. A declaração ocorre em meio a sinais distintos dentro do próprio PL, já que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) havia mencionado anteriormente o deputado Marcos Pollon como possível candidato ao Senado no estado.
Ao comentar o tema, Flávio afirmou que acordos internos anteriores não teriam sido considerados no posicionamento público do ex-presidente. De acordo com ele, a decisão final sobre a segunda vaga ainda será construída com base em critérios políticos e eleitorais, incluindo pesquisas de intenção de voto. Outros nomes também circulam no cenário, como o ex-deputado Capitão Contar e a vice-prefeita Gianni Nogueira, ampliando o quadro de indefinição.
O episódio reforça o ambiente de disputa interna em partidos que buscam se organizar para as eleições, em um cenário ainda marcado por movimentos fragmentados e negociações em curso. Em meio a esse processo, o PL também trabalha para consolidar alianças estaduais e fortalecer palanques regionais, especialmente em estados estratégicos.
Durante a mesma agenda, Flávio Bolsonaro também foi questionado sobre a composição de sua eventual chapa presidencial e citou a senadora Tereza Cristina (PP) como uma possibilidade, destacando sua atuação no agronegócio e sua experiência política. Apesar do elogio, o senador afirmou que ainda é cedo para definições sobre a vice, indicando que as decisões dependerão do avanço das articulações nacionais.
O cenário em Mato Grosso do Sul reflete um movimento mais amplo da política brasileira, em que alianças e candidaturas seguem em aberto enquanto partidos buscam equilíbrio interno e viabilidade eleitoral em um ambiente ainda marcado por incertezas e disputas por protagonismo.