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Política

Flávio Bolsonaro vai a culto de André Valadão nos EUA para “se reconciliar com Deus”

Por Brasil no Centro Publicado em 30 de dezembro de 2025 às 23:53 2 min de leitura
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Flávio Bolsonaro vai a culto de André Valadão nos EUA para “se reconciliar com Deus”

O senador Flávio Bolsonaro participou, no último domingo (28), de um culto da Igreja Batista da Lagoinha em Orlando, nos Estados Unidos, onde recebeu uma oração do pastor André Valadão voltada à “reconciliação com Deus”. O episódio ocorre em um momento politicamente sensível para o parlamentar, que se apresenta como pré-candidato à Presidência da República em 2026.

A participação foi registrada e divulgada pelo próprio senador em suas redes sociais. Nas imagens, Flávio se aproxima do altar ao lado da esposa, Fernanda Bolsonaro, após o pastor convidar fiéis que buscavam um momento de reconexão espiritual. Valadão segura a mão do senador e realiza uma oração pública durante a celebração.

Na legenda da publicação, Flávio descreveu o culto como um “momento especial de oração” vivido em família. Ele também afirmou ter incluído em suas preces o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que passou recentemente por uma cirurgia de hérnia inguinal e deve enfrentar novo procedimento médico.

O gesto religioso ganhou repercussão política por ocorrer poucos dias após declarações do pastor Silas Malafaia, uma das principais lideranças evangélicas do país. Em entrevista recente, Malafaia criticou publicamente a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e defendeu outro arranjo para a direita em 2026.

Segundo Malafaia, a chapa ideal para o campo conservador seria formada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao lado de Michelle Bolsonaro. A fala evidenciou divisões dentro do eleitorado evangélico e do entorno bolsonarista sobre quem deve liderar o projeto presidencial no próximo ciclo eleitoral.

A ida de Flávio Bolsonaro ao culto nos Estados Unidos, portanto, extrapola o aspecto pessoal e religioso, sendo interpretada também como um gesto simbólico em meio à disputa por legitimidade política, apoio religioso e espaço dentro da direita brasileira às vésperas de 2026.