Política com conteúdo. Centro com clareza.
terça-feira, 29 de setembro
Assinar
Agora
Medidas de Lula às vésperas da eleição exigem ajuste de R$ 33 bilhões no Orçamento de 2027Trump e Xi anunciam avanço comercial e envio de pandas aos EUA após encontro em WashingtonGreve da Caixa: agências retomam atendimento parcial após decisão do TSTLula tem 39% e Flávio 34% no 1º turno, diz pesquisa QuaestGilmar Mendes cobra investigação sobre precatórios do Banco Master e cita contrato de R$ 427 milhões
Política

Após pressão do PT, Haddad aceita disputar SP e jantar com Lula definirá estratégia

Por Brasil no Centro Publicado em 27 de fevereiro de 2026 às 15:20 3 min de leitura
Compartilhar
Após pressão do PT, Haddad aceita disputar SP e jantar com Lula definirá estratégia

Ministro da Fazenda sinaliza entrada na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes enquanto Planalto articula palanque forte no maior colégio eleitoral do país

O cenário eleitoral em São Paulo começa a ganhar novos contornos. Depois de meses de negativas públicas, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, indicou a aliados que poderá disputar o Governo do Estado em 2026. A movimentação ocorre após pressão direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de integrantes da cúpula petista. Um jantar realizado no Palácio da Alvorada marcou a etapa decisiva das conversas.

Reservadamente, Lula (PT) tem afirmado que a candidatura de Haddad está em consolidação. O presidente considera estratégica a presença de um nome competitivo em São Paulo, maior colégio eleitoral do país e peça central na engrenagem da eleição presidencial. A avaliação no entorno do Planalto é que a construção de um palanque robusto no estado será determinante para o projeto nacional do PT.

Publicamente, Haddad evitou confirmar a candidatura antes do encontro. Disse a jornalistas que não havia tratado do tema formalmente com o partido e que desconhecia a pauta do jantar com o presidente. Ainda assim, interlocutores próximos ao ministro afirmam que a resistência inicial foi superada nas últimas semanas.

Nos bastidores, a articulação envolve também a composição da chapa ao Senado. Ministros do atual governo são cogitados como possíveis candidaturas, em um arranjo que busca ampliar a presença da base governista no estado. O objetivo político é claro: evitar isolamento eleitoral e garantir competitividade diante de um cenário adverso.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) é apontado como favorito à reeleição e deve contar com o apoio do campo conservador nacional. A eventual candidatura de Haddad surge como tentativa de reequilibrar forças, ainda que aliados reconheçam a dificuldade do desafio.

A entrada do ministro na disputa representa também um movimento pessoal relevante. Após ocupar cargos no Executivo federal e já ter enfrentado derrotas eleitorais em São Paulo, Haddad havia sinalizado interesse em permanecer na área econômica ou retomar atividades acadêmicas. A decisão de concorrer altera o rumo de sua trajetória política e reforça a centralidade do estado no xadrez eleitoral de 2026.

Enquanto o PT intensifica esforços para consolidar seu palanque paulista, partidos de centro acompanham o movimento com cautela, atentos à necessidade de construir alternativas equilibradas que dialoguem com o eleitor moderado e priorizem estabilidade institucional e responsabilidade fiscal. A corrida ao Palácio dos Bandeirantes promete ser um dos capítulos mais relevantes do próximo ciclo eleitoral.