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Política

Investigado por corrupção, vice-prefeito do PL em Minas perde cargo após fugir do país

Por Brasil no Centro Publicado em 20 de janeiro de 2026 às 12:00 2 min de leitura
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Investigado por corrupção, vice-prefeito do PL em Minas perde cargo após fugir do país

A Câmara Municipal de Itaúna declarou a vacância do cargo de vice-prefeito após constatar que Hidelbrando Canabrava Rodrigues Neto, filiado ao PL, deixou o país sem autorização do Legislativo e permaneceu fora por período superior ao permitido pela Lei Orgânica do município. A decisão encerra oficialmente o vínculo do político com a administração municipal.

Hidelbrando é investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Rejeito, que apura um esquema bilionário de corrupção no setor de mineração em Minas Gerais. Ele deixou o Brasil dois dias antes da deflagração da operação e não retornou desde então.

De acordo com a Câmara, a medida foi tomada após o recebimento de uma certidão oficial da PF que confirmou a saída do vice-prefeito em setembro de 2025 e a ausência de qualquer registro de retorno. A legislação municipal estabelece que agentes políticos não podem se ausentar do país por mais de 15 dias sem autorização formal dos vereadores, o que não ocorreu neste caso.

A ausência prolongada já havia levado a Prefeitura de Itaúna a suspender o pagamento do subsídio do vice-prefeito, sob o argumento de que não havia exercício efetivo das funções públicas. Paralelamente, partidos de oposição protocolaram pedido de cassação por abandono de cargo e prejuízo à imagem da administração.

Embora a Justiça tenha suspendido temporariamente o processo de cassação, ao entender que Hidelbrando nunca chegou a assumir interinamente o comando do Executivo, a Câmara optou por outro caminho jurídico. Com base na certidão migratória e na Lei Orgânica, os vereadores declararam a extinção e a vacância do cargo, solução considerada administrativa e objetiva.

O caso amplia o desgaste político em Itaúna e reforça o impacto institucional das investigações federais sobre administrações locais. A Prefeitura afirmou, em nota, que todas as medidas adotadas seguiram os princípios da legalidade, moralidade e transparência, destacando que a ausência injustificada inviabiliza o exercício de qualquer mandato eletivo.