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Lula associa Flávio Bolsonaro a milícias e volta a citar caso Banco Master

Por Brasil no Centro Publicado em 18 de setembro de 2026 às 16:34 4 min de leitura
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Lula associa Flávio Bolsonaro a milícias e volta a citar caso Banco Master

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a elevar o tom contra seu principal adversário na disputa presidencial ao associar Flávio Bolsonaro (PL) a milicianos e retomar acusações relacionadas ao caso Banco Master. As declarações foram feitas nesta sexta-feira (18), durante entrevista à Rádio Tupi, no Rio de Janeiro, estado que concentra a trajetória política e a base eleitoral do candidato do PL.

Ao comentar a disputa presidencial, Lula afirmou que Flávio teria vínculos com integrantes de milícias no Rio. A declaração retoma questionamentos antigos relacionados à atuação do senador durante seu período como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Entre os episódios citados ao longo dos anos estão a contratação, em seu gabinete, de familiares de Adriano da Nóbrega, apontado pelas autoridades como integrante do grupo conhecido como Escritório do Crime, além de homenagens concedidas por Flávio a policiais posteriormente investigados por suspeitas relacionadas a milícias.

Flávio Bolsonaro nega ter qualquer ligação com organizações criminosas. O senador afirma que as homenagens concedidas durante seu mandato parlamentar foram destinadas a agentes que, naquele momento, não apresentavam registros que justificassem a retirada das condecorações.

Durante a entrevista, Lula também voltou ao caso Banco Master, investigação que envolve suspeitas de irregularidades financeiras e que passou a gerar repercussões políticas em Brasília. O presidente afirmou que o banco ganhou status de instituição financeira durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e associou o episódio à família do ex-presidente.

Lula também mencionou Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, que foi preso no âmbito das investigações. Segundo o presidente, Vorcaro chegou a procurá-lo no Palácio do Planalto para reclamar de dificuldades enfrentadas pelo banco.

O caso Master passou a envolver diferentes autoridades e instituições após a descoberta de operações financeiras sob investigação. A Polícia Federal apura possíveis irregularidades relacionadas ao banco, enquanto órgãos de controle e o sistema de Justiça analisam contratos, operações e relações mantidas pelo grupo empresarial.

As declarações de Lula também alcançaram a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal. O presidente afirmou que uma eventual reeleição exigiria uma discussão sobre a composição e o funcionamento da Corte, além de defender mudanças no Judiciário.

Ao falar sobre Alexandre de Moraes, ministro do STF, Lula reconheceu a atuação do magistrado em processos relacionados aos ataques às instituições, mas também fez críticas ao contrato firmado entre o Banco Master e um escritório de advocacia ligado à família do ministro.

O contrato tornou-se um dos pontos de maior repercussão política do caso Master. A existência da relação comercial foi revelada durante as investigações, mas a apuração sobre o banco não estabelece, por si só, irregularidade na contratação de serviços advocatícios. Eventuais responsabilidades dependem da análise dos documentos e das conclusões das autoridades responsáveis pelo caso.

A fala de Lula ocorre em uma campanha presidencial marcada pelo confronto direto entre o atual presidente e Flávio Bolsonaro. Segurança pública, atuação do Supremo, economia e o caso Banco Master passaram a ocupar espaço crescente no discurso dos dois grupos políticos.

Com a proximidade do primeiro turno, previsto para 4 de outubro, os ataques entre os candidatos se intensificam e temas envolvendo investigações, instituições e episódios relacionados aos governos anteriores passaram a integrar de maneira cada vez mais frequente a comunicação eleitoral.