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Política

Lula cobra maioria no Senado e admite ampliar alianças para sustentar governo

Por Brasil no Centro Publicado em 2 de abril de 2026 às 12:53 2 min de leitura
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Lula cobra maioria no Senado e admite ampliar alianças para sustentar governo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou o tom ao defender a necessidade de ampliar alianças políticas para garantir maioria no Congresso Nacional, especialmente no Senado. Em entrevista concedida no Ceará, o chefe do Executivo deixou claro que considera estratégica a formação de uma base sólida para evitar entraves legislativos no segundo mandato.

“O senador com mandato de oito anos pensa que é Deus. E pode criar muito problema se você não tiver uma base de sustentação”, afirmou Lula (PT), ao destacar que a governabilidade depende de articulação ampla, inclusive com partidos que não integram o núcleo ideológico do governo.

A declaração ocorre em meio à intensificação das articulações eleitorais e à reorganização ministerial promovida pelo Planalto. Lula reconheceu que sua legenda não pode concentrar todas as vagas nas chapas estaduais e defendeu a divisão de espaços com aliados. Segundo ele, a construção política exige concessões e compartilhamento de protagonismo.

O movimento reforça a leitura de que o Palácio do Planalto enfrenta dificuldades para consolidar apoio consistente no Congresso. Com um Senado tradicionalmente mais independente, o Executivo busca ampliar pontes para evitar impasses institucionais em votações estratégicas.

Durante a mesma agenda, Lula confirmou que Geraldo Alckmin permanecerá como candidato a vice-presidente em sua chapa. A decisão encerra especulações sobre uma possível mudança para atrair o MDB, hipótese que chegou a ser ventilada nos bastidores. A permanência de Alckmin sinaliza tentativa de manter um eixo mais moderado na composição eleitoral, ainda que as negociações com outras siglas continuem.

O presidente também anunciou que 18 ministros deixarão seus cargos até o início de abril para disputar as eleições, conforme determina a legislação eleitoral. A reforma ministerial deve promover secretários executivos aos postos principais e abrir espaço para ajustes políticos com partidos aliados.

A movimentação evidencia o peso do calendário eleitoral sobre a estrutura do governo. Em um cenário de fragmentação partidária e polarização persistente, a busca por maioria no Senado tornou-se prioridade declarada do Planalto, que tenta evitar repetir episódios de instabilidade institucional vividos em outros períodos recentes da política nacional.