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Lula mantém veto a auxílio-reclusão para presos de facções no PL Antifacção

Por Brasil no Centro Publicado em 25 de março de 2026 às 11:52 2 min de leitura
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Lula mantém veto a auxílio-reclusão para presos de facções no PL Antifacção

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou o chamado PL Antifacção e manteve o trecho que proíbe o pagamento do auxílio-reclusão a presos vinculados a organizações criminosas. A decisão consolida uma das principais mudanças previstas no novo marco legal de combate ao crime organizado no país.

Com a sanção, fica vedada a concessão do benefício aos dependentes de indivíduos presos, tanto em regime fechado quanto semiaberto, quando houver envolvimento com facções criminosas, milícias ou grupos paramilitares. A medida passa a integrar o conjunto de regras mais rígidas previstas na legislação recém-aprovada pelo Congresso Nacional.

Ao comentar o tema, Lula afirmou que a mudança busca reforçar a responsabilização de quem opta pelo caminho do crime. Segundo o presidente, a nova regra estabelece consequências não apenas para os envolvidos diretamente, mas também para o impacto social de suas escolhas.

O texto sancionado também inclui alterações no Código Eleitoral, estabelecendo restrições ao direito de voto de presos provisórios. A nova legislação cria um arcabouço mais amplo de enfrentamento ao crime organizado, com dispositivos voltados à repressão de atividades ilícitas e ao fortalecimento das políticas de segurança pública.

Apesar da manutenção de pontos centrais do projeto, o governo vetou trechos específicos da proposta aprovada pelo Congresso. Entre eles, dispositivos que tratavam da equiparação de penas entre integrantes e não integrantes de organizações criminosas em determinados crimes, além de regras sobre a destinação de recursos apreendidos.

A nova lei entra em vigor com o objetivo de ampliar os instrumentos legais de combate às facções e consolidar um conjunto mais rigoroso de medidas no enfrentamento ao crime organizado no Brasil.