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Lula recebeu Toffoli e Vorcaro fora da agenda oficial e agora quer governo longe do caso Banco Master

Por Brasil no Centro Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 11:17 3 min de leitura
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Lula recebeu Toffoli e Vorcaro fora da agenda oficial e agora quer governo longe do caso Banco Master

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está intensificando esforços para descolar o governo da crise envolvendo o Banco Master, após um encontro fora da agenda com Daniel Vorcaro, proprietário da instituição, e uma série de movimentações para minimizar o impacto político do caso.

Em dezembro de 2024, quase um ano antes da decisão do Banco Central pela liquidação extrajudicial do Master, Lula recebeu Vorcaro no Palácio do Planalto, em uma reunião em que o empresário, acompanhado de ex-ministros, reclamou de perseguição por parte de grandes bancos que, segundo ele, estariam interessados na sua queda. Durante a reunião, o presidente pediu que o Banco Central tratasse o caso de forma “isenta e técnica”. Porém, o impacto dessa crise se agravou e, em novembro de 2025, o Banco Central decretou a falência do Master, o que gerou um grande escândalo envolvendo fraude no sistema bancário.

No cenário tenso, Lula tem demonstrado grande preocupação com a imagem do governo, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do próprio Banco Central. Com o ano eleitoral de 2026 se aproximando, o presidente não quer que o escândalo atrapalhe a credibilidade de sua gestão e das instituições envolvidas.

Recentemente, Lula se encontrou com o ministro do STF, Dias Toffoli, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para uma conversa na Granja do Torto. A pauta girou em torno da imagem do STF e do Banco Central, após as suspeitas de irregularidades no Banco Master. Lula não poupou críticas a Toffoli, que, segundo ele, tem tido uma “conduta errática” no caso, prejudicando a confiança da população nas instituições.

O presidente também mencionou que as redes sociais estão alimentando uma narrativa de “operação abafa”, sugerindo que irregularidades no caso foram ocultadas devido às conexões políticas de Vorcaro, que teria vínculos com figuras do STF. Lula ainda se mostrou preocupado com os ataques sofridos pelo STF, especialmente contra Toffoli e Alexandre de Moraes, depois do julgamento de Jair Bolsonaro. O presidente também fez questão de defender Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, que, segundo ele, está sendo alvo de uma milícia digital orquestrada por aliados de Vorcaro.

A relação entre Lula e Toffoli azedou ainda mais, com o ministro do STF entrando em rota de colisão com a Polícia Federal, algo que deixou o presidente ainda mais contrariado. A crise envolvendo o Banco Master segue, portanto, como um fator de tensão no coração do governo, envolvendo Lula, ministros do STF e da Justiça, e o Banco Central.