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“apostei e perdi”, diz Marília Campos sobre candidatura de Pacheco em Minas

Por Brasil no Centro Publicado em 14 de maio de 2026 às 18:04 3 min de leitura
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“apostei e perdi”, diz Marília Campos sobre candidatura de Pacheco em Minas

A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, admitiu nesta quinta-feira frustração com a decisão do senador Rodrigo Pacheco de não disputar o governo de Minas Gerais em 2026. Em entrevista, a petista afirmou que apostava na candidatura do parlamentar para liderar o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado, mas reconheceu que o cenário mudou e agora exige uma nova articulação política.

“Fiz uma aposta e perdi”, declarou Marília ao comentar a negativa de Pacheco em entrar na corrida pelo Palácio Tiradentes. Segundo ela, o momento exige pragmatismo político e capacidade de reorganização das forças ligadas ao governo federal em Minas.

Com a desistência de Rodrigo Pacheco, cresce dentro do PT a pressão para que o partido apoie o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, como alternativa viável para enfrentar a direita mineira nas eleições estaduais. Marília defendeu publicamente a construção dessa aliança e afirmou que o campo governista não pode perder tempo em disputas internas enquanto adversários já avançam na pré-campanha.

Nos bastidores, lideranças petistas avaliam que Minas Gerais se tornou uma das maiores dores de cabeça do presidente Lula para 2026. O estado, segundo maior colégio eleitoral do Brasil, ainda não possui um palanque consolidado para o petista, enquanto nomes ligados ao campo conservador ampliam espaço nas pesquisas.

Marília Campos afirmou que conversou com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e defendeu uma postura mais prática na condução das alianças. Para ela, insistir em candidaturas inviáveis pode enfraquecer ainda mais o grupo governista em Minas.

Embora Alexandre Kalil mantenha discurso de independência e tente construir uma imagem mais moderada e distante da polarização nacional, interlocutores próximos ao ex-prefeito admitem que o diálogo com setores petistas continua aberto. A avaliação é de que uma composição ampla poderá ser necessária para conter o avanço da direita no estado.

Kalil ainda carrega desgastes da eleição de 2022, quando disputou o governo mineiro com apoio explícito de Lula e acabou derrotado por Romeu Zema ainda no primeiro turno. Desde então, o ex-prefeito busca reposicionar sua imagem em uma linha mais centrista, tentando dialogar com eleitores descontentes tanto com o lulismo quanto com o bolsonarismo.

A movimentação ocorre em meio a um cenário de indefinição política em Minas Gerais. O senador Cleitinho aparece liderando pesquisas recentes, embora ainda não tenha confirmado oficialmente candidatura ao governo estadual.

Enquanto isso, setores do centro democrático acompanham com atenção a dificuldade do PT em construir uma candidatura competitiva no estado. Nos bastidores políticos mineiros, cresce a percepção de que o esgotamento dos extremos pode abrir espaço para candidaturas mais moderadas e focadas em gestão, equilíbrio fiscal e reconstrução institucional.