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Marília defende ‘Marécio’ para o senado em Minas: “Isso amplia as minhas possibilidades”

Por Brasil no Centro Publicado em 22 de setembro de 2026 às 14:23 4 min de leitura
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Marília defende ‘Marécio’ para o senado em Minas: “Isso amplia as minhas possibilidades”

A candidata ao Senado por Minas Gerais Marília Campos (PT) afirmou que a possibilidade de receber votos de eleitores de diferentes correntes políticas faz parte de sua estratégia para a reta final da campanha. Em agenda realizada nesta terça-feira (22), na Praça Sete, em Belo Horizonte, a petista defendeu abertamente uma composição informal de votos com nomes de outros campos ideológicos, citando inclusive Aécio Neves e Marcelo Aro.

Ao comentar movimentos que estimulam o chamado “Marécio”, referência à combinação de votos em Marília e Aécio, a candidata afirmou que não vê a aproximação eleitoral como uma ameaça à sua candidatura. Segundo ela, a capacidade de dialogar com eleitores além de sua base tradicional amplia suas possibilidades na disputa pelas duas vagas de Minas no Senado.

“Eu sou uma candidata que tenho uma grande parte do meu apoio na esquerda, mas como eu sou uma pessoa ampla, eu atraio o segundo voto de setores de centro e até mesmo da direita”, afirmou.

Na sequência, Marília citou nominalmente alguns dos adversários que, segundo ela, também podem receber votos de eleitores que pretendem escolhê-la para uma das duas vagas.

“Estou recebendo o voto, não só do Marcelo Aro, não só do Aécio Neves, como também de alguns candidatos da direita. Isso amplia as minhas possibilidades”, declarou.

A declaração ocorre em meio a uma disputa especialmente pulverizada em Minas Gerais. Na pesquisa Datafolha divulgada em 11 de setembro, Marília aparece com 12% das intenções de voto, enquanto Aécio Neves e Carlos Viana registram 10% cada. Domingos Sávio aparece com 8% e Marcelo Aro, com 6%. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, os três primeiros candidatos estão tecnicamente empatados.

O levantamento também mostrou que 20% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar, enquanto 18% declararam intenção de votar em branco ou nulo. A pesquisa ouviu 1.204 eleitores mineiros entre os dias 8 e 10 de setembro e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo MG-01611/2026.

Estratégia para ampliar a base

A aposta de Marília é apresentar sua candidatura como uma opção capaz de ultrapassar as fronteiras do eleitorado tradicionalmente identificado com o PT. A candidata afirmou que a disputa envolve riscos para todos os concorrentes, mas ressaltou que considera sua capacidade de atrair votos fora da esquerda um diferencial eleitoral.

“Risco eleitoral todos nós temos, nós não temos certezas. A questão minha é que eu tenho uma grande chance, porque eu amplio para além da esquerda”, afirmou.

O movimento ocorre em um cenário no qual diferentes grupos políticos de Minas discutem estratégias para o segundo voto ao Senado. A disputa pela segunda vaga tem sido marcada por diferentes combinações entre candidatos, com o eleitorado distribuindo suas preferências entre Domingos Sávio, Aécio Neves, Carlos Viana e outros nomes.

Campanha concentra esforços na Grande BH

Para os últimos dias antes da votação, Marília afirmou que pretende concentrar parte significativa da agenda na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Depois de percorrer municípios do interior e cidades da Grande BH durante a campanha, a candidata disse que fará novas viagens, mas deverá priorizar carreatas, caminhadas e atividades em espaços públicos da região metropolitana.

A estratégia também inclui uma tentativa de estimular a participação eleitoral. Marília afirmou que pretende mobilizar diferentes faixas etárias, incluindo jovens que votarão pela primeira vez e eleitores com mais de 60 anos.

A candidata também comentou a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Belo Horizonte, prevista para os últimos dias da campanha. Segundo Marília, a visita do presidente poderá contribuir tanto para a disputa presidencial quanto para sua própria campanha ao Senado.

A movimentação ocorre em uma eleição na qual os eleitores mineiros escolherão dois representantes para o Senado Federal. Com a distância reduzida entre os principais candidatos nas pesquisas e uma parcela expressiva do eleitorado ainda indecisa, a estratégia de conquistar votos além das bases partidárias tradicionais passou a ocupar espaço importante no discurso dos concorrentes.