Marília e Aécio lideram para o senado em Minas, diz Real Time Big Data

Pesquisa Real Time Big Data mostra a petista Marília Campos em primeiro, Aécio Neves em segundo e disputa aberta pela outra vaga ao Senado por Minas Gerais

Marília e Aécio lideram para o senado em Minas, diz Real Time Big Data

A pesquisa Real Time Big Data divulgada em Minas Gerais mostra a prefeita de Contagem, Marília Campos, na liderança da corrida ao Senado Federal, com 22% das intenções de voto. Em segundo lugar aparece o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, com 15%, em um cenário que indica disputa competitiva pelas duas vagas mineiras na Casa Alta em 2026.

Marília Campos (PT) lidera numericamente o levantamento, mas a presença de Aécio Neves (PSDB) na segunda posição recoloca o tucano no centro do tabuleiro eleitoral de Minas Gerais. Ex-governador do estado, ex-senador e atual deputado federal, Aécio aparece à frente de nomes ligados à direita e à esquerda, mantendo força eleitoral em um estado decisivo para qualquer projeto político nacional.

O levantamento também mostra Marcelo Aro, do PP, com 14%, tecnicamente empatado com Aécio dentro da margem de erro. Na sequência aparecem Domingos Sávio, do PL, com 10%, e Áurea Carolina, do PSOL, com 8%. Votos nulos e brancos somam 11%, enquanto 20% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

A eleição de 2026 renovará dois terços do Senado, o que significa que Minas Gerais escolherá dois representantes. Por isso, a pesquisa mediu a intenção de voto em um cenário no qual os eleitores podem indicar até dois nomes. O resultado mostra Marília e Aécio nas duas primeiras posições, mas também confirma que a segunda vaga segue em disputa, especialmente pela proximidade entre Aécio e Marcelo Aro.

Para o PSDB, o desempenho de Aécio tem peso político especial. O partido tenta recuperar protagonismo nacional e vê Minas Gerais como um dos estados centrais para reorganizar sua presença no Congresso. Aécio, que também preside nacionalmente a legenda, aparece competitivo em uma disputa que reúne representantes de diferentes campos políticos e pode se tornar uma das mais observadas do país.

O resultado também mostra que o eleitorado mineiro ainda está longe de uma definição consolidada. A soma de nulos, brancos e indecisos chega a 31%, índice suficiente para alterar o quadro ao longo da campanha. Em uma disputa com duas vagas, a capacidade de ampliar alianças, organizar palanques regionais e falar com eleitores moderados pode ser decisiva.

A presença de Marília Campos na liderança reforça a tentativa do PT de ampliar espaço em Minas Gerais, estado historicamente estratégico nas eleições nacionais. A prefeita de Contagem tenta converter sua trajetória municipal em força estadual, em um momento em que o partido busca fortalecer palanques para sustentar o governo Lula em meio ao desgaste nacional.

Já a posição de Aécio indica que há espaço para uma candidatura de centro com densidade política no estado. Em um ambiente dominado pela polarização entre petismo e bolsonarismo, a disputa pelo Senado em Minas pode abrir caminho para uma agenda mais ligada à experiência administrativa, equilíbrio institucional e capacidade de articulação.

A pesquisa Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores em Minas Gerais entre os dias 19 e 20 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo MG-07299/2026.

Os números confirmam que a corrida ao Senado em Minas começa com Marília Campos e Aécio Neves nas primeiras posições, mas ainda com grande espaço para mudanças. Com duas vagas em jogo e um alto percentual de eleitores sem escolha definida, a disputa tende a ganhar intensidade conforme as candidaturas forem confirmadas e os palanques estaduais se consolidarem.