Mesmo com demissões, governo Lula pode perder até 20 ministros nos próximos meses

A saída de membros chave da Esplanada reflete o início das movimentações eleitorais, com possíveis candidaturas para o Congresso e governos estaduais.

Mesmo com demissões, governo Lula pode perder até 20 ministros nos próximos meses
Lucio Tavora - 17.dez.25/Xinhua

O cenário político brasileiro se prepara para um movimento significativo com a saída de até 20 ministros do governo Lula nos próximos meses, como parte do processo eleitoral que se aproxima. Com a regra de desincompatibilização até abril, vários nomes de destaque do governo devem abandonar suas funções para disputar cargos em eleições de 2026.

Entre os ministros que já confirmaram ou sinalizaram sua saída, está a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), que concorrerá ao Senado pelo Paraná. Outro nome forte é o ministro Rui Costa (Casa Civil), que pode tentar o Senado ou até uma nova candidatura ao Governo da Bahia. A saída de Gleisi, uma das principais articuladoras do governo, deixa uma lacuna significativa na articulação política.

Além dos nomes mais conhecidos, também há uma série de ministros que devem se afastar para concorrer a cargos no Congresso ou em governos estaduais. Alguns, como a ministra Sonia Guajajara (PSOL), da Igualdade Racial, e Carlos Fávaro (PSD), da Agricultura, já têm seus destinos definidos, enquanto outros aguardam deliberação por parte de Lula.

A movimentação de ministros do governo Lula para a campanha de 2026 deve ser vista como um reflexo da pressão eleitoral. No entanto, muitos questionam a continuidade das articulações de governabilidade durante a campanha, principalmente com a saída de tantos nomes que ocupam cargos-chave na Esplanada.

Lula se vê diante de um desafio importante: garantir uma articulação eficaz entre os ministros que permanecem, enquanto prepara o terreno para a reeleição. Ao mesmo tempo, ele precisa lidar com as expectativas de seus aliados e preparar um ambiente de ampla negociação, onde as candidaturas de seus ministros e a união das frentes políticas sejam cuidadosamente orquestradas.