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Moraes afirma que Bolsonaro tem excesso de benefícios e que está preso, não em “colônia de férias”

Por Brasil no Centro Publicado em 16 de janeiro de 2026 às 19:39 Atualizado em 19 de janeiro de 2026 2 min de leitura
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Moraes afirma que Bolsonaro tem excesso de benefícios e que está preso, não em “colônia de férias”

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, reagiu de forma dura às manifestações de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro que questionam as condições de sua prisão. Em decisão recente, Moraes afirmou que parte do entorno bolsonarista “parece exigir” que o cumprimento da pena ocorra em uma espécie de “estadia hoteleira” ou “colônia de férias”.

Bolsonaro foi transferido para uma sala especial no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, localizado ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda. A mudança foi determinada pelo próprio ministro e representou uma melhora em relação à permanência anterior na Superintendência da Polícia Federal. Ainda assim, aliados do ex-presidente classificaram as condições como insuficientes e intensificaram a pressão por prisão domiciliar, alegando questões de saúde.

Na decisão, Moraes destacou que Bolsonaro já cumpre a pena em condições “absolutamente excepcionais e privilegiadas”, o que não descaracteriza o fato de se tratar de prisão. O magistrado ironizou reclamações que tratam o espaço como “cativeiro” e citou pedidos envolvendo tamanho da cela, tempo de banho de sol, ar-condicionado, horário de visitas, origem da alimentação e até a substituição da televisão por uma Smart TV com acesso à internet.

Apesar da negativa ao pedido de TV conectada, o ministro autorizou que o ex-presidente receba assistência religiosa e participe de programas de remição de pena por meio da leitura, benefícios previstos na legislação penal.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação no STF por liderar organização criminosa envolvida em tentativa de golpe de Estado contra o Estado Democrático de Direito. No batalhão da PM-DF, ele divide o espaço com outros nomes ligados ao mesmo contexto, como o ex-ministro Anderson Torres e o ex-diretor da PRF Silvinei Vasques.

A decisão de Moraes reforça o entendimento da Corte de que benefícios concedidos não anulam o caráter punitivo da condenação e que o cumprimento da pena deve obedecer aos limites legais, sem privilégios incompatíveis com a condição de preso.