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Política

MST não descarta envio de militantes para defender esquerda na Venezuela

Por Brasil no Centro Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 15:28 3 min de leitura
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MST não descarta envio de militantes para defender esquerda na Venezuela

NEW YORK, NY - JANUARY 5: Nicolas Maduro and his wife, Cilia Flores, are seen in handcuffs after landing at a Manhattan helipad, escorted by heavily armed Federal agents as they make their way into an armored car en route to a Federal courthouse in Manhattan on January 5, 2026 in New York City. (Photo by XNY/Star Max/GC Images)

O Movimento Sem Terra (MST) está avaliando a possibilidade de enviar militantes à Venezuela para participar de manifestações e protestos em apoio ao governo de Nicolás Maduro, após o ataque de forças norte-americanas ao país no último sábado (3/1). A captura de Maduro e seu subsequente julgamento em Nova York, onde é acusado de envolvimento com cartéis de drogas, reacendeu a mobilização de várias organizações de esquerda no Brasil.

Em reunião online realizada no domingo (4/1), mais de 50 entidades de esquerda discutiram ações solidárias à Venezuela, com ênfase em protestos em diversas capitais brasileiras, especialmente em frente às embaixadas e consulados dos EUA. Ceres Hadich, dirigente nacional do MST, afirmou que, embora o movimento esteja focado em fazer a denúncia do sequestro de Maduro e da invasão do país, o grupo não descarta enviar um reforço de militantes para atuar diretamente na Venezuela, caso necessário.

“Temos relações de solidariedade muito claras com a Venezuela, e já contribuímos com a produção de alimentos para o povo venezuelano. Se for necessário, podemos atuar na Venezuela também”, disse Ceres. O MST tem sido uma das organizações que mais se mobiliza em apoio a Maduro, tendo inclusive defendido a posição do governo brasileiro e do bloco BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que reconhecem a vice-presidente Delcy Rodríguez como líder legítima da Venezuela.

A reunião também discutiu estratégias de comunicação e protestos, com lideranças do PT e de outras organizações da esquerda brasileira. No entanto, houve divisões, principalmente no que se refere ao apoio a Maduro. Enquanto partidos como o PT e o MST mantêm uma postura de apoio ao presidente venezuelano, outros setores da esquerda, como o PSOL, consideram-no um ditador e defendem que a mudança de poder na Venezuela deve ser uma decisão interna, não imposta por potências externas.

O movimento gerou debates intensos, principalmente sobre a forma de conduzir as críticas aos Estados Unidos e à direita brasileira, que, segundo alguns participantes, têm endossado os ataques a Maduro e à soberania venezuelana.

Com o cenário político da Venezuela ainda em ebulição, a mobilização de grupos como o MST e o posicionamento de outras entidades de esquerda podem se intensificar nos próximos dias, à medida que as tensões entre os dois países aumentam.