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Política

Narcotráfico e Insegurança em todo o continente impulsiona as oposições na América Latina

Por Brasil no Centro Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 13:30 2 min de leitura
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Narcotráfico e Insegurança em todo o continente impulsiona as oposições na América Latina

A crescente insegurança e o avanço do narcotráfico têm se tornado questões cada vez mais prementes para a América Latina, refletindo diretamente nas urnas. Entre 2022 e 2025, as oposições venceram 70% das eleições presidenciais no continente, com um tema central emergindo: a segurança pública. De acordo com um levantamento feito pelo cientista político Murilo Medeiros, o cenário político atual é marcado por uma rejeição crescente aos governos incumbentes, com 13 derrotas em 19 disputas presidenciais, tanto à esquerda quanto à direita.

Para Medeiros, a Presidência, antes vista como uma posição vantajosa, deixou de ser um trunfo nas campanhas. O cientista observa que o eleitorado latino-americano se tornou mais reativo, com uma frustração acumulada em relação à falta de promessas cumpridas e à crescente sensação de desordem nos países. “A América Latina vive um ciclo de eleições reativas. O que se observa é um voto de insatisfação, cada vez mais reativo e menos paciente”, afirma o especialista.

A falta de controle e a escalada da violência têm pressionado o eleitorado a buscar propostas mais fortes em segurança pública. Esse fator foi crucial para as vitórias da oposição em cinco eleições presidenciais em 2025, em países como Chile, Bolívia, Equador, Peru e Honduras. A situação é ainda mais evidente no Brasil, onde, de acordo com Medeiros, a segurança pública se apresenta como o “calcanhar de Aquiles” do governo de Lula.

Além disso, a segurança foi o ponto central nas vitórias de Nayib Bukele, em El Salvador, em 2024, e de Javier Milei, na Argentina, em 2023, ambos opositores do governo local. O narcotráfico e a violência, portanto, não são apenas problemas internos de cada país, mas refletem um cenário mais amplo de insatisfação popular com a capacidade dos governos de garantir a ordem e a segurança para seus cidadãos.