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Política

Nem STF, nem candidatura em Minas, futuro de Pacheco pode ser no TCU

Por Brasil no Centro Publicado em 10 de maio de 2026 às 14:30 2 min de leitura
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Nem STF, nem candidatura em Minas, futuro de Pacheco pode ser no TCU

O futuro político do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) começa a ganhar novos contornos em Brasília. Após perder força a possibilidade de indicação ao Supremo Tribunal Federal e diante das incertezas sobre uma candidatura ao Governo de Minas Gerais, cresce nos bastidores uma articulação para levar o mineiro ao Tribunal de Contas da União.

O movimento é conduzido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que trabalha para garantir a indicação de Pacheco à próxima vaga aberta no TCU. A expectativa no Congresso é de que a mudança ocorra rapidamente, com a saída iminente do ministro Bruno Dantas da Corte de Contas para assumir funções na iniciativa privada.

Nos corredores de Brasília, interlocutores avaliam que a solução surge como uma alternativa política capaz de preservar protagonismo institucional para Pacheco após meses de indefinição sobre seu futuro eleitoral. O senador mineiro vinha sendo incentivado pelo Palácio do Planalto a disputar o Governo de Minas em 2026, mas o cenário nunca se consolidou de forma definitiva.

Rodrigo Pacheco (PSB-MG) passou a enfrentar resistências em diferentes frentes políticas, especialmente após episódios recentes envolvendo articulações no Senado e disputas internas sobre indicações ao Judiciário. Com isso, aliados começaram a enxergar no TCU uma saída menos desgastante e institucionalmente segura.

Pela tradição da Corte, a vaga que deve ser aberta pertence à indicação do Senado Federal, o que amplia o peso político de Alcolumbre no processo. A avaliação dentro do Congresso é de que o presidente da Casa reúne força suficiente para conduzir a escolha sem grandes obstáculos.

O movimento também reorganiza o cenário mineiro para 2026. Sem Pacheco na disputa estadual, partidos de centro e centro-direita intensificam conversas sobre novos nomes para enfrentar a polarização nacional no segundo maior colégio eleitoral do país.

Embora ainda não haja anúncio oficial, a expectativa em Brasília é de que os próximos dias sejam decisivos para a formalização da indicação. Nos bastidores, a leitura predominante é de que o caminho político de Rodrigo Pacheco deve passar cada vez menos pelas urnas e mais pelos tribunais de controle institucional.